28°
Máx
17°
Min

Com retomada da economia tudo tem solução, diz Padilha

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que a retomada do crescimento econômico no Brasil é a solução "para tudo", mas destacou que os municípios, Estados e União terão que controlar seus gastos. Depois de participar no início da manhã em evento na BM&FBovespa, Padilha seguiu para uma apresentação no 2º Congresso Brasileiro da Indústria de Máquinas e Equipamentos, que ocorre na sede da Abimaq.

"Somos responsáveis pela inércia da cidadania. Distribuíram bondades de todo o jeito", disse Padilha.

Segundo o ministro é necessário agora convencer o cidadão a participar desse momento de ajuste. "Nunca houve no Brasil nada parecido com essa crise. É a maior recessão da nossa história", afirmou.

De acordo com ele, havia uma decepção muito grande e que o impeachment "não foi o Congresso que fez". Padilha disse que é preciso induzir o crescimento econômico, aumentar o número de empregos e a arrecadação.

'Normalizado e pacificado'

O Brasil vive a sua pior recessão, mas já começou a andar, disse o ministro. "O País está normalizado e pacificado", afirmou.

Padilha destacou que as manifestações que ocorrem pelo País são algo normal, visto que o Brasil é uma democracia, mas que a ordem precisará ser respeitada. "A desordem seguirá o aparato da lei", disse.

Vocação

Padilha disse ainda que o presidente Michel Temer é o "mais vocacionado para a atividade política" e que, com isso, montou um time econômico dos sonhos, chefiado por Henrique Meirelles.

PEC do teto

A aprovação da PEC do teto dos gastos públicos não tem alternativa e será passo fundamental para que haja a atração dos investidores internos e estrangeiros. Para Eliseu Padilha, se a PEC não for aprovada "não será possível para o País segurar o rojão".

Padilha reiterou que as aprovações nas duas casas da PEC acontecerá ainda em 2016, para entrar em vigor na virada do ano. "Necessitamos dessa PEC mais do que nunca, precisamos. Não tem alternativa", disse.

Segundo o ministro, a aprovação dessa PEC permitirá que a dívida pública deixe de crescer, o que é necessário para que a dívida comece a cair. Padilha prevê que o superávit fiscal deverá acontecer em um prazo de dois a três anos.

Investimentos

Nesse momento, o Brasil precisa buscar investimentos mundo afora e tentar se beneficiar da elevada liquidez global, disse o ministro. Essa missão está na pauta do presidente Michel Temer, em sua viagem à Nova York. "É preciso mostrar que o Brasil possui um mar de oportunidades", destacou.