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Confiança do setor de Serviços sobe 3,6 pontos; maior nível desde maio de 2015

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) avançou 3,6 pontos na passagem de junho para julho, na série com ajuste sazonal, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). O ICS saiu de 72,4 pontos para 76,0 pontos no período. Foi a quinta alta consecutiva do índice, que atingiu em julho o maior nível desde maio do ano passado.

"Os indicadores de julho confirmam a trajetória de recuperação da confiança das empresas de serviços no início do segundo semestre, e agora de uma maneira qualitativamente superior, uma vez que além da sustentação da melhora nas expectativas, há uma reação também nas avaliações sobre a situação corrente. A melhora do ambiente de negócios é confirmada pelo avanço, ainda que discreto, do indicador de nível de utilização da capacidade nos dois últimos meses", avaliou Silvio Sales, consultor do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

Em julho, 11 das 13 atividades pesquisadas registraram alta na confiança. Houve melhora tanto das expectativas quanto da avaliação sobre o momento atual. O Índice de Situação Atual (ISA-S) subiu 3,6 pontos, para 71,1 pontos, e o Índice de Expectativas (IE-S) avançou 3,4 pontos, alcançando 81,4 pontos.

O Ibre/FGV divulgou ainda, pela primeira vez, informações sobre o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) do setor de Serviços, com série histórica a partir de abril de 2013. O NUCI procura medir, a partir de dados individuais de empresas, a relação entre o produto efetivamente gerado em determinado setor como proporção do produto potencial caso toda sua capacidade produtiva estivesse em uso.

Em julho, o NUCI do setor de Serviços subiu 0,2 ponto porcentual ante junho, alcançando 82,9%. O resultado representa o segundo avanço consecutivo, embora permaneça muito baixo daquele registrado em termos históricos.