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Conselho da Estácio aprova proposta da Kroton após rival elevar de novo a oferta

Após a Kroton aumentar pela terceira vez sua proposta pela Estácio Participações, o conselho da companhia carioca, reunido ontem, aprovou por unanimidade a oferta de fusão com a líder do setor, segundo apurou o Estado. Os conselheiros recomendaram aos acionistas que aceitem a proposta e convocaram para a segunda semana de agosto uma Assembleia-Geral Extraordinária, quando o rumo do negócio deve ser selado.

A fusão dará origem a uma gigante da educação com 1,6 milhão de alunos, R$ 8 bilhões de faturamento e pouco mais de 20% do mercado de educação superior do País.

O aval do conselho veio após a Kroton elevar mais uma vez a sua aposta pela vice-líder do setor, ao incluir o pagamento de R$ 420 milhões em distribuição de dividendos aos atuais acionistas da Estácio. A proposta anterior era de R$ 170 milhões em dinheiro.

A relação de troca se manteve em 1,28 ação da Kroton para cada papel da Estácio. Considerando o aumento dos dividendos no cálculo, a relação total de troca foi elevada para 1,38 - contra 1,33 da última oferta feita pela Kroton, há uma semana.

Dessa vez, a reunião do conselho da Estácio teve a presença de Chaim Zaher, segundo maior acionista da companhia, com 14,3%. Zaher, que havia assumido a presidência da empresa em junho, após o executivo Rogério Melzi deixar o cargo, estava impedido de participar do encontro. Nesta semana, depois de renunciar à presidência executiva, o acionista pôde voltar a ocupar seu lugar.

Diante da decisão do colegiado de aceitar a oferta da Kroton, Zaher desistiu de sua proposta de comprar o controle da companhia. A intenção do empresário era realizar uma oferta por meio do Clube de Investimentos TCA. Segundo fontes, a proposta seria feita apenas se as ofertas das rivais não alcançassem o valor considerado justo pelo empresário. No fim de junho, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) havia dado prazo de 20 dias para que o TCA se posicionasse sobre a oferta.

A assembleia precisa ter a presença de acionistas que tenham participação de 50% da Estácio, que tem capital pulverizado na Bolsa. Se finalizada, a operação precisa passar ainda pelo crivo do Conselho Administrativa de Defesa Econômica (Cade).

Desde 2 de junho, quando a Kroton anunciou o interesse em combinar seus negócios com os da Estácio, a companhia carioca virou alvo não só da líder do setor, mas também da Ser Educacional. A companhia pernambucana, porém, já parecia ter desistido do negócio desde a última reunião do conselho da Estácio, na semana passada, quando o colegiado aceitou analisar nova proposta da Kroton. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.