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Conselho da Usiminas aprova aporte de R$ 1 bi para dar fôlego à siderúrgica

Os acionistas da Usiminas aprovaram ontem um aporte de R$ 1 bilhão na siderúrgica mineira, que passa por uma situação financeira delicada. "Todos votaram em unanimidade pela necessidade de capitalização, mas houve divergência entre os dois principais sócios (Nippon Steel e Techint) sobre o valor a ser aportado", disse uma fonte que participou da reunião do conselho de administração da companhia. Por sete a três, os acionistas aceitaram fazer o aporte de R$ 1 bilhão.

Com isso, a siderúrgica poderá começar a dar prosseguimento ao processo de renegociação com os bancos - e já há conversas em curso. Na proposta colocada à mesa ontem, a Nippon sugeriu o aporte aprovado, enquanto a Techint teria defendido uma capitalização de R$ 560 milhões. O aporte terá de ser feito em até 60 dias, segundo fontes próximas à empresa.

Além desse aumento de capital, o conselho aprovou a emissão de 50,6 milhões de ações PNA ao preço de R$ 1,28, o que, a depender da adesão, poderá levantar mais R$ 65 milhões. Com isso, a injeção de capital poderá alcançar R$ 1,065 bilhão. Ontem, a ação PNA da Usiminas fechou a R$ 2,02, com queda de 4,27%.

"A Usiminas precisa de quatro pontos importantes. A capitalização, que já foi aceita, a renegociação das dívidas, que se intensifica agora, a venda de ativos (já em curso) e o capital da Usiminas Mineração (Musa)", disse uma fonte. Após a capitalização, a Musa, que detém grande parte do caixa hoje da Usiminas, deverá liberar entre R$ 600 milhões e R$ 700 milhões para a siderúrgica. A subsidiária tinha ao final de dezembro um caixa de R$ 1,3 bilhão. A Usiminas tem uma fatia de 70% na companhia e a japonesa Sumitomo o restante.

Fôlego de 2015 "stand still", o que se torna necessário diante da falta de tempo hábil para a estruturação do aumento de capital. Os bancos vinham cobrando um aumento de capital para renegociarem as dívidas, segundo fontes. Agora, disse uma fonte, o arranjo societário da Usiminasaporte", disse a empresa, em nota. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.