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Consumo de energia inicia abril com alta de 10,7%

Dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 5 de abril apontam aumento no consumo de energia elétrica de 10,7% no País, na comparação com o mesmo período de 2015, segundo informações da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Conforme a entidade, o consumo de energia somou 61.820 MW médios, impulsionado pela elevação da temperatura na região Sudeste. A alta foi registrada tanto no mercado cativo (Ambiente de Contratação Regulada - ACR), no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, com a expansão de 14,2%, quanto no mercado livre (Ambiente de Contratação Livre - ACL), no qual os consumidores compram energia diretamente dos fornecedores (+0,3%).

Dentre os ramos da indústria avaliados pela CCEE, incluindo dados de autoprodutores, consumidores livres e especiais, os setores de manufaturados diversos (+28,4%), têxtil (+27,7%) e alimentício (+25,5%) registraram maiores índices de aumento no consumo. A retração, por sua vez, foi registrada nos ramos de extração de minerais metálicos (-20%), químicos (-11,8%) e minerais não metálicos (-7,7%).

Acompanhando a alta do consumo, a geração de energia também cresceu, 11,6%. A análise do desempenho do segmento indica a entrega de 64.948 MW médios de energia ao Sistema Interligado Nacional (SIN) nos primeiros dias de abril. Destaque para a produção das usinas eólicas, que alcançou 2.356 MW médios, montante 140,4% superior aos 980 MW médios gerados no ano passado. Também houve aumento, de 25%, na geração das usinas hidrelétricas, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), com 51.303 MW médios, que representam 79% de toda energia gerada no País, índice 8,6 pontos porcentuais superior ao registrado em 2015.

A CCEE também informou estimativa de que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia (MRE) gerem, até a segunda semana de abril, o equivalente a 97,9% de suas garantias físicas, ou 49.986 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, esse porcentual foi de 98,8%.