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Cotação do milho em MS sobe 5,7% e preço da soja cai 9,2%, segundo Famasul

A cotação do milho em Mato Grosso do Sul avançou 5,7% em fevereiro ante janeiro, com média de R$ 34,26 a saca. No primeiro mês deste ano, a saca da commodity no Estado havia registrado uma média de R$ 32,39. Já a cotação da soja encerrou fevereiro a R$ 65,35 a saca, queda de 9,2% com relação à media de janeiro, de R$ 72 a saca. As informações são da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), no boletim Informativo Casa Rural, desenvolvido pelo departamento de Economia da entidade.

Para o analista econômico da Famasul, Luiz Gama, a melhor explicação para o aumento de preço do milho na região está na lei da oferta e demanda. "Começamos o ano com as exportações aceleradas em períodos em que geralmente as vendas não são tradicionais, como janeiro e fevereiro. O resultado deste cenário é o câmbio, que deixou o nosso produto mais competitivo e estimulou as negociações", explicou, ressaltando que o dólar valorizado deixou o mercado externo mais atrativo, inflacionando os preços no mercado interno.

Em relação ao mesmo mês de 2015, quando a saca de milho foi comercializada a R$ 19,72, o aumento é de 76%. Já as exportações do grão por Mato Grosso do Sul atingiram o quarto maior volume por Estado em vendas externas do milho em janeiro, com 8,11% do total e 361 mil toneladas.

Soja

Para a soja, o especialista avaliou que o avanço da colheita no Estado, que já atinge 42%, pode ter influenciado na queda das cotações em fevereiro, embora na comparação com fevereiro de 2015, a cotação registra alta de 20,2%. Ainda de acordo com o Informativo Casa Rural, considerando uma produção de aproximadamente 7,3 milhões de toneladas para a safra 2015/16, a comercialização antecipada da soja em Mato Grosso do Sul já atinge 51,5% ou 3,75 milhões de toneladas, 21,5 pontos percentuais a mais que em relação a igual período do ano passado.

Em janeiro de 2016 foram exportadas 31,1mil toneladas de soja em grão de Mato Grosso do Sul, segundo os dados da Secex, no mesmo período do ano passado não foi registrado qualquer volume exportado pelo Estado.