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CPI dos EUA cai em fevereiro, mas núcleo tem maior alta anual desde maio de 2012

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA caiu em fevereiro, pressionado pelos preços baixos da energia, mas outras evidências contidas no relatório do Departamento do Trabalho apontam um fortalecimento da inflação em meio à recuperação do mercado de trabalho e da economia do país.

O CPI caiu 0,2% na comparação com janeiro, em termos sazonalmente ajustados. No entanto, a queda foi quase inteiramente devida ao declínio nos preços de produtos do setor de energia, como gasolina. O núcleo do CPI, que exclui preços de energia e alimentos, subiu 0,3%. Economistas consultados pela Dow Jones Newswires previam queda mensal de 0,2% no CPI e alta de 0,2% no núcleo.

Na comparação com fevereiro do ano passado, o CPI subiu 1,0% e o núcleo teve a maior alta anual desde maio de 2012, de 2,3%.

O Federal Reserve tem como meta uma inflação anual de 2,0%, medida pelo índice de preços dos gastos com consumo pessoal (PCE, em inglês). Essa medida subiu 1,3% em base anual em janeiro, enquanto o núcleo avançou 1,7%, de acordo com dados recentes do Departamento do Comércio.

O relatório de hoje mostrou que os custos da energia caíram 6,0% em fevereiro ante janeiro e 12,5% ante fevereiro do ano passado. O preço da gasolina recuou 13% no mês e quase 21% no ano. Por outro lado, os preços dos alimentos subiram 0,2% ante janeiro e 0,9% ante fevereiro de 2015.

Separadamente, o Departamento do Trabalho informou que os ganhos semanais médios dos norte-americanos, ajustados pela inflação, diminuíram 0,5% em fevereiro. Fonte: Dow Jones Newswires.