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Crédito imobiliário cai 20,5% e soma R$ 3,5 bi em abril, diz Abecip

O volume de empréstimos para aquisição e construção de imóveis com recursos da poupança registrou queda de 20,5% em abril ante março, totalizando R$ 3,5 bilhões, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). O montante, conforme mostram os dados da entidade, voltou a cair em termos mensais, após reação positiva observada em março. "Mesmo com a queda, o resultado de abril é maior que o observado em janeiro e fevereiro", destaca a entidade.

Na comparação com abril do ano passado, a cifra registrada no mês passado foi 62% menor, segundo a Abecip. Foram financiados 14,4 mil imóveis em abril nas modalidades de aquisição e construção. "O resultado mostrou-se mais alinhado com o observado em janeiro e fevereiro, e abaixo do realizado em março, em relação ao qual caiu 26,6%. Em termos anuais, ou seja, comparativamente a abril de 2015, quando as condições de oferta e demanda de crédito se mostravam mais dinâmicas, houve queda de 67,7%", avaliou a Abecip, em nota à imprensa.

Nos primeiros quatro meses do ano, foram financiados R$ 14,4 bilhões, retração de 56,7% ante igual intervalo do ano passado. Foram financiados 62,2 mil imóveis, queda de 59,6% em relação ao mesmo período de 2015, quando 154,1 mil unidades obtiveram financiamento bancário.

De acordo com a Abecip, no acumulado de 12 meses encerrados em abril último, foram destinados R$ 56,7 bilhões à aquisição e construção de imóveis com recursos das cadernetas de poupança do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), queda de 49,3% em relação ao apurado no mesmo período do ano anterior. Em termos de unidades, o crédito imobiliário viabilizou a aquisição e a construção de 249,6 mil imóveis, com redução de 52,4%.

A Abecip destacou, em nota, que os saques nas cadernetas de poupança continuaram superando os depósitos em abril e a captação líquida foi negativa em R$ 6,3 bilhões. "No atual cenário macroeconômico, com a taxa de juros básicos da economia em patamar elevado (14,25% ao ano), as cadernetas continuam pouco competitivas em termos de rendimento comparado ao das demais aplicações financeiras", justificou a entidade.

Por outro lado, caso a expectativa de queda de juros se confirme, o ritmo de perdas de recursos das cadernetas tende a se reduzir, talvez já no segundo semestre deste ano.

A pesquisa Focus, do Banco Central, de 20 de maio mostrou que os analistas consultados esperam queda da taxa Selic para 12,75% ao ano no final deste exercício, comparativamente a 13% ao ano da pesquisa Focus anterior. Para dezembro de 2017, a expectativa é de queda da taxa Selic para 11,38% ao ano, ressaltou a Abecip. "Entretanto, condições mais propícias para que a poupança volte ao seu comportamento histórico deverão efetivamente ocorrer apenas em 2017", acrescentou a entidade.