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Criação de empresas bate recorde, puxada por microempreendedores

Com o aumento do desemprego e uma quantidade maior de brasileiros buscando abrir o próprio negócio, bateu recorde o número de empresas criadas no País em 2016, mostra pesquisa da Serasa Experian. Foram 851.083 novas companhias registradas de janeiro a maio, o maior resultado para o período desde que o levantamento começou a ser feito, em 2010. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve crescimento de 3,5%.

A expansão foi impulsionada pelos chamados microempreendedores individuais (MEIs), única categoria que apresentou crescimento em relação a 2015, de 9,9%. Essa modalidade costuma representar a maior parte dos novos negócios. Neste ano, chegou a 80,3% (683.779) do total de empresas criadas, acima dos 75,4% alcançados no ano passado.

Segundo economistas da Serasa, o aumento é explicado pela alta do desemprego, que leva trabalhadores desempregados a buscarem alternativas para geração de renda. No primeiro semestre, a crise resultou no fechamento de 531,7 mil vagas de empregos formais, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua, o Brasil conta hoje com 11,5 milhões de desempregados.

Por região, Sul e Sudeste foram as principais responsáveis pelo aumento no surgimento de empresas no Brasil no primeiros cinco meses do ano. Foram as únicas que apresentaram crescimento em relação ao ano passado, de 2,3% e 4,1%, respectivamente. Enquanto isso, a região Centro-Oeste apresentou queda de 4,9%; a Nordeste, de 4,8%; e a Norte, de 3,2%.

O setor de serviços continuou sendo o mais procurado nos primeiros cinco meses de 2016, com a abertura de 585.829 empresas, o equivalente a 63% do total. Em seguida, 242.413 empresas comerciais (28,5% do total) surgiram nos cinco primeiros meses do ano e, no setor industrial, foram abertas 70.661 empresas (8,3% do total).