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CSN esperar acelerar margens e diz que negocia reajustes com montadoras

Com custos normalizados e com aumento consumado de preço do aço no mercado interno, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) espera que o ritmo de melhora de suas margens acelere no segundo semestre. O diretor Comercial da companhia, Luis Fernando Martinez, destacou que já no segundo trimestre os custos de produção de placas foram normalizadas e que a empresa conseguiu implementar três aumentos de preços, em abril, maio e junho.

Martinez frisou que os três aumentos foram realizados para a distribuição e para setores industriais, exceto para as montadoras. O executivo frisou que neste ano não houve cenário para aumento de preços para esse setor, mas que a companhia já negocia reajustes para o ano que vem, de dois dígitos, disse o executivo.

O executivo citou que o alto forno 3 da empresa já voltou a operar com plena capacidade, com um período de manutenção que durou 22 dias, um pouco mais do que o esperado. No momento, está em manutenção o alto forno 2, que volta a operar em 1º de outubro, disse.

Os prêmios, que são a diferença de preços do produto nacional em relação ao importado, estão em um patamar saudável, disse Martinez. Ele lembrou que as importações vêm registrando queda no mercado brasileiro. "A importação mais baixa facilita o repasse de aumento de preços", afirmou.

As vendas de aço pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) no segundo trimestre do ano caíram 1% em relação ao mesmo período do ano passado e foram a 1,253 milhão de toneladas. Ante o primeiro trimestre do ano, houve um aumento de 1%.

As vendas para o mercado interno responderam por 53% do total realizado, ante uma fatia de 60% um ano antes e de 52% nos três primeiros meses deste ano. O volume vendido no mercado interno somou 669 mil toneladas, 3% de aumento na relação trimestral.