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Dado fraco sobre emprego nos EUA estimula apetite ao risco e juros recuam

O relatório de emprego nos EUA (payroll), que apontou criação de apenas 38 mil vagas de trabalho em maio, ante previsão dos analistas de 158 mil postos, esvaziou as apostas de alta nos juros norte-americanos em junho, favorecendo a queda dos juros futuros na BM&FBovespa. Ao término da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em 2017 fechou em 13,565%, de 13,615% no fechamento de ontem, com 201.480 contratos. O DI janeiro de 2018 (314.015 contratos) fechou em 12,54% (mínima), de 12,66%, no ajuste anterior. O DI janeiro de 2019 terminou em 12,36%, também na mínima, de 12,56% no ajuste de ontem, com 180.015 contratos. Nos mais longos, o DI janeiro de 2021 recuou de 12,64% para 12,40%, com 129.660 contratos.

"Sem novidades mais fortes no campo político, o fator determinante foi o payroll, junto com outros indicadores fracos nos EUA, que tiraram a força do dólar, o que acaba influenciando a curva", afirmou o operador de renda fixa da Lerosa Investimentos, Carlos Fernando Vieira.

O apetite pelo risco também foi alimentado pela percepção de que, com a manutenção do juros nos EUA no atual patamar, de 0,25% a 0,50%, por mais tempo, a liquidez para os mercados emergentes deve manter-se abundante, principalmente diante dos estímulos de liquidez adotados por outros grandes bancos centrais.