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Déficit nominal de maio, de R$ 60,623 bi, é o mais alto para o mês, diz BC

Com o déficit primário recorde de maio e o aumento das despesas de juros, o déficit nominal do mês passado, de R$ 60,623 bilhões, foi o mais alto para esses meses, de acordo com o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel. Segundo ele, o déficit primário no acumulado do ano até maio, de R$ 13,714 bilhões, também foi o pior da série iniciada em dezembro de 2001.

"O déficit nominal de R$ 60,623 bilhões é o mais alto para meses de maio, mas ficou muito próximo do que foi no ano passado", ponderou o economista do BC. Na ocasião, o resultado negativo ficou em R$ 59,777 bilhões. O técnico ressaltou, que devido à atividade fraca, o lado das receitas nas contas públicas tem sido afetado "sobremaneira".

Em relação ao déficit nominal, Maciel comentou que tem ocorrido uma melhora dos dados justamente por causa da menor quantidade de despesas com juros. De janeiro a maio deste ano, o resultado representa 6,59% do PIB ante 7,21% de igual período de 2015. No fim do ano passado, estava em 10,38%.

Da mesma forma, no acumulado em 12 meses, a relação passou de 10,38% em dezembro de 2015 para 10,08% nos 12 meses encerrados em maio. "Dá para ver que só o ganho com swap dá toda a diferença de despesas com juros", comparou.

O chefe do Departamento Econômico do BC disse ainda que a alta do real no mês passado em relação ao dólar ajudou a conter o ritmo da expansão da dívida líquida em maio. "Seria um crescimento mais significativo, mas tivemos a valorização do real", observou, lembrando que o aumento no mês passado foi de 7,7%.

Já na dívida bruta, o crescimento foi maior porque essa conta não contempla a informação das reservas internacionais.