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Depois de alta recorde, bolsa fecha em leve queda, mas acima dos 50 mil pontos

O cenário político conturbado, que inclui guerra de liminares contra a posse de Luiz Inácio Lula da Silva como ministro chefe da Casa Civil e manifestações a favor e contra o governo Dilma, voltou a conduzir os negócios nesta sexta-feira, 18. No mercado de ações, a cautela foi a resposta do investidor à imprevisibilidade do noticiário e sobre como o Executivo federal vai agir daqui em diante. Nesse contexto, a Bovespa encerrou o pregão em leve queda de 0,19% aos 50.814,66 pontos. Na máxima do dia, o Ibovespa subiu 0,77% aos 51.308 pontos. Na mínima, caiu 1,40% aos 50.202 pontos.

A despeito da queda de hoje, o Ibovespa marcou uma alta de 2,37% na semana. A valorização é resultado do avanço em apenas dois pregões: o de quarta-feira (+1,34%) e o de quinta (+6,60%). No mês, o indicador voltou a totalizar uma valorização acima dos 18% e marca 18,75% de alta.

Na avaliação do economista da Leme Investimentos, João Pedro Brugger, o leve recuo do Ibovespa sinaliza que a precificação de impeachment ontem foi um pouco exagerada. "O mercado está aproveitando para botar um pouco (dos lucros) no bolso", diz Brugger. Na quinta-feira, o índice marcou a maior variação porcentual desde janeiro de 2009.

Na avaliação do economista da Leme Investimentos, outro fator para a bolsa ter fechado sem uma direção assertiva foi a cautela do investidor. Com a proximidade do fim de semana, os investidores ficam mais cautelosos à espera de novidades do noticiário político e também de repercussões das manifestações a favor da legalidade democrática e do governo Dilma Rousseff, que ocorrem em cinco dezenas de cidades no Brasil.