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Desemprego é tão alto quanto 2009, mas mercado de trabalho está melhor, diz IBGE

A taxa de desemprego de fevereiro remete ao patamar observado em 2009, quando o mercado de trabalho ainda se ressentia dos efeitos da crise internacional agravada em setembro de 2008, mas o quadro atual é melhor qualitativamente, na avaliação Adriana Beringuy, técnica da Coordenação de Trabalho e Rendimento (Coren) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mais cedo, a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE revelou que a taxa de desemprego de 8,2% em fevereiro foi a maior registrada para o mês desde fevereiro de 2009, quando foi de 8,5%.

Segundo Adriana, "variáveis qualitativas ainda preservam características bem mais favoráveis do que em fevereiro de 2009". "O cenário é diferente. O rendimento da população ocupada hoje ainda é bem maior do que se observava em fevereiro de 2009. Hoje, o trabalho com carteira abrange aproximadamente 11,5 milhões de pessoas. Lá em 2009, isso estava na casa de 8 milhões", afirmou a pesquisadora do IBGE.

Adriana destacou ainda que o rendimento vinha numa trajetória de crescimento real de 2005 a 2014. Em fevereiro do ano passado, o processo de crescimento foi interrompido e, neste ano, a queda se acentuou. Entre os motivos para a queda de 2015 para 2016, a pesquisadora do IBGE citou a queda nos rendimentos nominais, na esteira das demissões e das restrições a reajustes significativos nas negociações salariais, e a inflação elevada, que corrói o poder de compra.