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Devemos reabrir leilão da Celg no menor tempo possível, afirma Dyogo Oliveira

A ausência de interessados pela distribuidora de energia elétrica Celg no leilão cancelado nesta terça-feira, 16, pelo governo foi fruto de "um problema de discussão de preço", afirmou ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, o ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira. "Investidores acharam que estimativa de preço que havia sido feita pela consultoria estava muito elevada, embora várias empresas manifestaram interesse", disse.

Mais cedo, o Broadcast antecipou que o governo estava apreensivo em relação ao certame, temendo não haver nenhum interessado. A Celg não é considerada um ativo ruim, mas seu preço mínimo de venda, de R$ 2,8 bilhões, estaria muito acima das avaliações do mercado.

"Temos muita confiança de que processo será exitoso após uma reavaliação. O Ministério de Minas e Energia já começou esse trabalho de reavaliação de preço e, no menor prazo possível, a gente deve reabrir (o leilão)", afirmou o ministro interino. Segundo ele, o governo insistiu na realização do certame "para ter a justificativa para a reavaliação".

"Nós sabíamos que o preço eventualmente pudesse gerar uma crítica dos investidores, que vinham apontando que o preço estava alto. Mas do ponto de vista do processo administrativo, é importante fazer para que fique demonstrado que precisa fazer a revisão", explicou Oliveira. "Vamos rapidamente fazer a reavaliação e dar seguimento nisso", garantiu.