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Dez entre 13 regiões pesquisadas tiveram alta de preços superior ao IPCA de julho

Dez entre as 13 regiões pesquisadas no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registraram altas de preços acima da inflação média registrada no País. Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba foram as três localidade que apresentaram variação menor e ajudaram a conter o IPCA de julho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador nacional ficou em 0,52% no mês passado.

O menor índice foi o de Curitiba, com alta de apenas 0,10%, sob influência da queda de 11,17% na conta de luz, como reflexo da redução de 13,83% na tarifa de energia elétrica em vigor desde 24 de junho.

A inflação em São Paulo foi de 0,33%, influenciada pela redução de 7,30% na tarifa de energia a partir de 4 de julho em uma das concessionárias da região. "A queda em São Paulo tem um peso grande", apontou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE.

No Rio de Janeiro, os preços subiram 0,50%.

Alta

O índice regional mais alto foi registrado na região metropolitana de Salvador, com alta de 0,92% nos preços em julho, puxada pela elevação de 4,86% no litro da gasolina e de 4,41% no litro do etanol.

Os demais resultados foram: Goiânia (0,81%), Recife (0,79%), Campo Grande (0,74%), Belém (0,73%), Fortaleza (0,65%), Belo Horizonte (0,63%), Vitória (0,57%), Porto Alegre (0,57%) e Brasília (0,53%).

Peso da Alimentação

Apesar do enfraquecimento da demanda, que tem contribuído para arrefecer os preços, alguns itens seguem pressionando a inflação medida pelo IPCA, apontou Eulina Nunes.

Os produtos alimentícios estão entre os destaques no ano. O grupo Alimentação e Bebidas acumula uma alta de 8,79% em 2016, o equivalente a 2,28 ponto porcentual do IPCA do ano (4,96%). O feijão carioca já aumentou 150,61% apenas em 2016, o equivalente a uma contribuição de 0,58 ponto porcentual no IPCA de 4,96% no período. O leite subiu 48,98% no ano, um impacto de 0,54 ponto porcentual. "Os dois juntos dão quase metade do IPCA do ano", observou Eulina.

"Os alimentos em geral estão subindo. A oferta reduzida está fazendo com que os preços aumentem", explicou a coordenadora do IBGE.