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Dificuldade em obter crédito impede aumento nas importações de aço, avalia Inda

A dificuldade na obtenção de crédito no Brasil tem impedido o aumento nas importações de aço, avalia o presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Carlos Loureiro. Isso ocorre apesar da combinação entre estabilidade nos preços internacionais do insumo e dólar em queda ter elevado os prêmios, que estão ao redor de 15%, número considerado alto. "O prêmio chegou a um número que, em condições normais, já geraria muita importação", disse. "Por outro lado, o mercado de crédito está muito difícil".

Em função das limitações impostas pela obtenção de crédito, Loureiro afirma que o Inda trabalha com a perspectiva de que, nos próximos três meses, as importações fiquem na faixa de 30 mil a 50 mil toneladas por mês. Em junho, as compras do exterior totalizaram 28,9 mil toneladas, uma queda de 83,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

"Essa visão é muito fruto da dificuldade de crédito. Se não fosse isso, provavelmente teríamos mais importações", ressaltou. No entanto, o executivo afirmou que o movimento de queda do dólar preocupa a entidade, uma vez que caso o real continue se valorizando em relação à moeda norte-americana, os prêmios tendem a subir mais. "Se carregarmos o prêmio para além de 15%, a situação fica muito difícil. Esse (porcentual) é o limite".

Loureiro ainda comentou que o último aumento de preços anunciado para a rede de distribuição já foi implantado, e que a entidade não sente nenhum tipo de fraqueza por parte das usinas em relação ao movimento de alta. "As usinas estão firmes, precisam disso. Vamos ver como serão os resultados trimestrais das empresas. Devem ter melhorado, o aumento (de preços) deu um pequeno refresco".

O presidente do Inda também afirmou que, pelo segundo mês consecutivo, os números do setor deixaram de mostrar uma piora no cenário para a indústria do aço. "Sentimos agora que essas condições parecem estar ficando", disse.

As compras de aço pela rede de distribuição em junho subiram 5,3% em relação ao mesmo mês de 2015, totalizando 249 mil toneladas. Já as vendas de aços planos realizadas pela rede somaram 261,5 mil toneladas no mês passado, o que significou um crescimento de 1,2% ante junho do ano passado.