24°
Máx
17°
Min

Diretor do BC faz discurso em NY sobre '3 ajustes' e perspectiva de crescimento

O diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central (BC), Tony Volpon, fez uma apresentação nesta segunda-feira, 27, a investidores em Nova York, nos Estados Unidos, sobre "Os três ajustes e a perspectiva de crescimento". Os três ajustes, de acordo com ele, são externo, monetário e fiscal pelo que se lê na apresentação disponibilizada no site da instituição.

Ao longo da apresentação, o diretor enfatiza que as previsões são dele e não necessariamente refletem a avaliação do BC. Após explicar ao público a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Executivo sobre o teto dos gastos, já encaminhada ao Congresso, Volpon apresentou dois cenários para a relação da dívida bruta com o Produto Interno Bruto (PIB).

No primeiro cenário, que leva em consideração as regras fiscais atuais e as projeções do Relatório de Mercado Focus, o diretor salientou que a dívida bruta/PIB sairia de 66,5% no ano passado, subiria para 73,3% este ano, atingiria 78,6% em 2017 e passaria para 81,7% no ano seguinte. Depois, avançaria para 84,4% em 2019 e bateria em 86,5% em 2020. Esse é o período previsto na PEC que trata dos cortes de gastos.

Já no cenário alternativo, Volpon diz que é preciso considerar as regras citadas na PEC e assumir que os ajustes vão incrementar o PIB brasileiro. Neste caso, a relação passa a 72,7% em 2016; 77% em 2017; 78,4% em 2018; 79,1% em 2019, e cai para 78,5% em 2020.

Diferenças

A apresentação de Volpon a investidores feita em Nova York traz uma pequena diferença na projeção para o superávit da balança comercial deste ano em relação à estimativa oficial da instituição. Na semana passada, o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, informou que a nova expectativa é de um superávit de US$ 50 bilhões, e não mais de US$ 40 bilhões, como previsto três meses atrás. Na apresentação do diretor, consta que a projeção oficial é de US$ 51 bilhões.

No documento, o diretor também salienta que o Conselho Monetário Nacional (CMN) trabalha com uma meta de 4,5% para a inflação do ano que vem, com um intervalo de 1,5 ponto porcentual para cima ou para baixo, ante bandas de 2 pontos porcentuais considerados nos últimos dois anos. O CMN ratificará - ou não - a meta de 2017 na próxima quinta-feira e definirá também a meta de 2018.

Na apresentação, Volpon enfatiza também que as projeções do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) praticamente voltaram agora em junho para o mesmo patamar visto no início do ano, quando considerado o período de 2017 a 2020. No caso de 2016, passaram de 7,08% em janeiro para 7,62% em fevereiro e agora estão em 7,25%.

Para 2017, nos três meses em questão as taxas da pesquisa Focus foram, respectivamente, de 5,50%, 6,00% e 5,50%. Para 2018, o gráfico apresenta variações de 5,00%, 5,40% e 5,00%, pela ordem. No caso de 2019, os números são de 4,50%, 5,00% e 4,50% e, no de 2020, de 4,50%, 5,00% e 4,50%.