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Discurso de diretora do Fed traz alívio e taxas futuras fecham em queda

Os juros futuros fecharam em baixa ao longo de toda a curva, mais firme nos vencimentos de médio e longo prazos, justamente os que mais haviam subido na sessão anterior. O alívio nesta segunda-feira, 12, foi proporcionado pelo discurso da diretora do Federal Reserve Lael Brainard, que defendeu hoje "prudência na retirada da política acomodatícia" e disse que "o argumento para apertar a política de maneira preventiva é menos convincente".

Ao término da negociação regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2018 projetava 12,55%, de 12,58% no último ajuste, com 157.010 contratos. O DI janeiro de 2019 fechou em 11,99% (181.840 contratos), de 12,06% no ajuste da sexta-feira. O DI janeiro de 2021, terminou na mínima de 11,98%, de 12,09%, com 184.035 contratos. O DI janeiro de 2023 (112.710 contratos) também encerrou na mínima, de 12,16%, ante 12,26% no ajuste anterior.

Após passarem a manhã em banho-maria, com um leve viés de alta, as taxas passaram a recuar e renovar mínimas após a fala de Brainard e também com a aceleração da queda do dólar ante o real para mais de 1%.

Na sexta-feira, os contratos haviam acumulado prêmio justamente em razão do tom conservador das declarações do presidente do Federal Reserve de Boston, Eric Rosengren, que disse haver "argumento razoável" para elevar a taxa de juros a fim de evitar um excessivo aquecimento da economia. Rosengren e Brainard são considerados "dovish" (menos inclinado ao aperto de juros) e têm direito a voto nas decisões do Comitê de Mercado Aberto do Fed (Fomc), cujo próximo encontro está marcado para os dias 20 e 21. Nos cálculos do CME Group, os contratos de Fed funds futuros precificavam 15% de chance de alta de juro nesta reunião, ante 24% na sexta-feira.

A divergência entre os dirigentes sugere que o colegiado está dividido sobre o momento ideal para aumentar as taxas.

As atenções do mercado estiveram concentradas hoje no exterior, mesmo porque o principal evento doméstico da segunda-feira, a sessão de votação da cassação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), começará às 19h e, com isso, a repercussão ficará para amanhã.

Levantamento realizado pelo Grupo Estado mostra que os votos a favor da cassação de Cunha subiram para 283 - bem acima do mínimo necessário para aprovação da perda do mandato, que é de 257, a maioria absoluta dos 513 deputados. Os votos contra a cassação estão em 3.