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Dívida bruta de empresas de capital aberto cai no 1º trimestre, diz Economática

A dívida bruta total de 265 empresas de capital aberto brasileiras teve queda pelo segundo trimestre consecutivo entre janeiro e março, segundo levantamento da Economática. No período, o estoque da dívida ficou em R$ 1,317 trilhão, ante R$ 1,401 trilhão no último trimestre de 2015. De julho a setembro do ano passado, o estoque da dívida das companhias atingiu o patamar mais elevado dentro do período analisado (desde 2011), de R$ 1,423 trilhão.

A Economática nota que a dívida das empresas brasileiras de capital aberto tem uma correlação muito elevada com a variação cambial. Esta correlação se deve ao fato de muitas empresas terem uma parcela significativa da sua dívida tomada em moeda estrangeira. Assim, a queda recente do dólar tem contribuído para a redução do endividamento das companhias.

O segmento com maior volume de dívida é o de Petróleo e Gás, com 34,55% do total (R$ 455,086 bilhões), principalmente devido à situação da Petrobras. No primeiro trimestre deste ano, o endividamento da estatal petroleira atingiu R$ 450 bilhões.

O segundo setor com maior estoque de dívida é o de Energia Elétrica, totalizando R$ 174,486 bilhões. Mineração aparece na sequência, com R$ 114,834 bilhões em dívidas. A maior parte desse valor está concentrada na Vale, a segunda com maior dívida, com R$ 111,998 bilhões, atrás apenas de Petrobras. A terceira mais endividada, segundo o levantamento da Economática, é a JBS, com R$ 64,033 bilhões. O ranking das cinco empresas com maior dívida ainda tem Oi (R$ 51,639 bilhões) e Eletrobras (R$ 46,861 bilhões).