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Dívida pública federal cai 0,04% em agosto para R$ 2,955 trilhões, diz Tesouro

O estoque da dívida pública federal (DPF) caiu 0,04% em agosto, quando atingiu R$ 2,955 trilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 17, pelo Tesouro Nacional. Em julho, o estoque estava em R$ 2,956 trilhões.

No mês, houve um resgate líquido de R$ 33,17 bilhões, enquanto a correção de juros no estoque da DPF foi de R$ 31,84 bilhões em agosto.

A DPF inclui a dívida interna e externa. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) caiu 0,07% e fechou o mês em R$ 2,830 trilhões. Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) ficou 0,53% menor/maior, somando R$ 125,02 bilhões no oitavo mês do ano.

Essa divulgação deveria ter sido feita ainda em setembro, mas atrasou devido à greve dos servidores do órgão no mês passado. No dia 24 deste mês está prevista a divulgação do relatório referente ao mês de setembro.

Estrangeiros

Os estrangeiros diminuíram a aquisição de títulos do Tesouro Nacional em agosto. A participação dos investidores não-residentes no Brasil no estoque da DPMFi caiu de 16,23% em julho para 15,67% em agosto, somando R$ 443,45 bilhões, segundo dados do Tesouro Nacional. Em julho, o estoque nas mãos de estrangeiros estava em R$ 459,52 bilhões.

A parcela das instituições financeiras no estoque da DPMFi teve elevação de 22,85 % em julho para 23,31% em agosto. Os Fundos de Investimentos reduziram a fatia de 21,22% para 21,07%. Já as seguradoras tiveram crescimento na participação de 4,37% para 4,54%.

Parcela de prefixados

A parcela de títulos prefixados na DPF subiu de 35,23% em julho para 36,85% em agosto. Os papéis atrelados à Selic também tiveram a participação aumentada, de 26,16% para 26,94%.

A fatia dos títulos remunerados pela inflação caiu para 31,82% do estoque da DPF em agosto, ante 34,25% em julho. Os papéis cambiais elevaram a participação na DPF de 4,36% em julho para 4,39% em agosto.

Os percentuais dos papéis prefixados e ligados à Selic estão fora das metas do Plano Anual de Financiamento (PAF). O intervalo do objetivo perseguido pelo Tesouro para os títulos prefixados em 2016 é de 31% a 35%, enquanto os papéis remunerados pela Selic devem ficar entre 30% a 34%. No caso dos que têm índices de preço como referência, a meta é de 29% a 33% e, no de câmbio, de 3% a 7%.

Parcela a vencer em 12 meses

A parcela da DPF a vencer em 12 meses caiu de 20,61% em julho para 18,07% em agosto, segundo dados do Tesouro Nacional. Já o prazo médio da dívida subiu de 4,62 anos em julho para 4,67 anos em agosto.

O custo médio acumulado em 12 meses da DPF passou de 13,33% ao ano em julho para 13,15% ao ano em agosto.