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Divulgados três finalistas do Prêmio Sercomtel de Invoação

(foto: Pixabay) - Divulgados três finalistas do Prêmio Sercomtel de Invoação
(foto: Pixabay)

A organização do 1º Prêmio Sercomtel de Inovação divulgou os três finalistas que estarão no pódio da premiação. O vencedor será divulgado na sexta-feira (2).

Os finalistas são “Aplicativo identificador de espaços acessíveis para uso em dispositivos móveis”, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) de Pato Branco, com o aluno Wiglan Elli Patriel Toscan Mariani e professora-orientadora Beatriz Terezinha Borsoi; “OTO: Um aplicativo Android para Auxílio da Aprendizagem de Crianças Portadoras de TEA”, da Faculdade Guairacá, com Jesher Heliel Rodrigues e professora-orientadora Ana Carolina Lima; “Workflows para a recuperação de imagens médicas por conteúdo em um ambiente distribuído, da Universidade Estadual de Londrina, por Luis Fernando Milano Oliveira e Daniel dos Santos Kaster como professor-orientador.

Aprendizado

Da necessidade de auxiliar o aprendizado de um sobrinho autista de 11 anos surgiu o aplicativo OTO. A sigla quer dizer ·Olhar, Tocar e Ouvir· e simboliza os sentidos trabalhados no app com as crianças portadoras do Transtorno do Espectro Autista. "Notei que ele tinha certa dificuldade de aprender a falar e lidar com o alfabeto, mas já mexia em tablets. Então, busquei uma forma de aliar o interesse dele por dispositivos móveis à aprendizagem do alfabeto, unindo cores, sons e interatividade para incentivar a autonomia dele neste processo. Na pesquisa, descobrimos que outros aplicativos já haviam sido desenvolvidos, mas notei que a maior parte deles ainda dependia da ajuda de pais ou responsáveis para que a criança conseguisse realizar as tarefas", explica o estudante Jesher Heliel Rodrigues, agora formado em Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas da Faculdade Guairacá, em Guarapuava.

O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) foi apresentado em agosto de 2015, mas já surtiu bons resultados práticos. "Fizemos testes em Maringá, na Associação dos Amigos dos Autistas (AMA), e eles foram muito satisfatórios em crianças com diversos níveis de autismo. Ele já está disponível no Google Play e pode ser baixado gratuitamente em dispositivos com o sistema Android", detalha Jesher.

Saúde

Os softwares da área médica que executam o armazenamento e a recuperação de imagens (resultados de exames como raio-X, tomografia computadorizada, ressonância magnética,mamografia) disponíveis atualmente no mercado são bastante complexos e nem sempre oferecem a eficiência que os médicos precisam no momento de fazer a análise e dar um diagnóstico. Pensando em conferir mais agilidade e eficiência a estes sistemas de gerenciamento de banco de dados, o recém-formado bacharel em Ciências da Computação pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), Luis Fernando Milano Oliveira, desenvolveu seu projeto de workflow.

"Nós observamos que os softwares tradicionais utilizados em clínicas, hospitais e laboratórios operam de modo padronizado com metadados, que dão a opção de inserir números e textos para fazer a busca por exames baseando-se nestes critérios. A nossa proposta foi avaliar soluções que realizam a recuperação de imagens com base em critérios que levam em conta suas características visuais e possibilitem aos profissionais a pesquisa por casos parecidos (similaridade) baseando-se nas imagens do paciente atendido e nos dados fornecidos em uma consulta", comenta Luis Fernando.

De acordo com o autor, este sistema, apesar de auxiliar na análise de imagens e em diagnósticos mais precisos, ainda apresenta lacunas que precisam ser solucionadas, como a ‘descontinuidade’, termo científico utilizado para descrever a distância entre a interpretação de uma imagem pelo médico e a realizada por um computador. "Por conta desta dificuldade, nós estudamos técnicas computacionais, como o pré-processamento e a extração de características de imagens, a fim de produzir um protótipo capaz de minimizar este problema", detalha.

Acessibilidade

A vida de uma pessoa com limitações para se locomover é um desafio diário nas cidades brasileiras. Com o olhar dirigido a esta questão crítica, Wiglan Elli Mariani, formado em Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) de Pato Branco, criou o projeto de um aplicativo.

Os objetivos foram melhorar a qualidade de vida de pessoas com alguma dificuldade motora a partir do cadastro e consulta de espaços acessíveis na cidade, ou seja, rampas, banheiros adaptados, corrimões, e de orientações para facilitar a locomoção. "A ideia surgiu de um incentivo da própria universidade que visava desenvolver projetos voltados à acessibilidade. Então, pensamos em um app que auxiliasse, primeiro, as pessoas com deficiências dentro do campus e depois expandimos para outros locais", comenta Wiglan.

Apesar de o app ter uma função de utilidade pública e ser voltado a uma grande parcela da população, ainda não houve a procura de empresas para patrociná-lo e colocá-lo em funcionamento. "As startups normalmente buscam ideias que possam dar retorno financeiro e o nosso projeto não foi pensado com esta finalidade", justifica.

(com assessoria de imprensa)