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Dólar abre em alta mas passa a recuar com política, mesmo com leilão do BC

O dólar abriu em alta nesta quarta-feira, 11, mas em seguida passou a cair em razão do noticiário político sobre o impeachment e a expectativa quanto ao possível gabinete que Michel Temer formará se assumir a Presidência da República. A valorização logo na abertura aconteceu por conta da expectativa do mercado quanto o leilão de swap cambial reverso pelo Banco Central. Lá fora, com a recuperação do petróleo, o dólar cai ante o euro, iene e algumas das divisas emergentes e ligadas a commodities.

Entre 9h30 às 9h40, o Banco Central realizou o leilão com a oferta de até 20 mil contratos. Os vencimentos dos contratos eram 1º de agosto de 2016, 1º de setembro de 2016, 3 de outubro de 2016 e 1º de novembro de 2016. A data de início dos contratos é 12 de maio. O resultado da operação será divulgado após as 9h50. A última vez que a autoridade ofertou swap cambial reverso foi no dia 3 de abril.

Segundo o economista Ignácio Crespo Rey, da Guide Investimentos, há forte expectativa sobre os próximos passos após a confirmação da admissibilidade do impeachment pelo Senado Federal, especialmente sobre quem assumirá a presidência do Banco Central.

Há vários candidatos entre as especulações do mercado, entre eles o nome do economista-chefe do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn, que ganha força. Em relatório distribuído logo cedo, os analistas da LCA Consultores haviam escrito seu entendimento de que a "provável ida de Ilan para o Banco Central favorece o recuo dos juros".

Aguardada para antes do início da sessão no Senado Federal, a decisão do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, sobre o pedido de terça do governo para anular o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff ficou para mais tarde. Interlocutores do ministro afirmaram que ele deve emitir o seu parecer por volta das 10 horas.

Se a maioria dos senadores votar hoje pelo afastamento de Dilma, Temer (PMDB) assume a Presidência da República até o julgamento ser concluído no Congresso.

Às 9h24, o dólar à vista recuava 0,18% a R$ 3,4624.