28°
Máx
17°
Min

Dólar cai a R$ 3,20 com otimismo sobre PEC e volume de negócios reduzido

(Foto: Fernanda Carvalho/ Fotos Públicas) - Dólar cai a R$ 3,20 com otimismo sobre PEC e volume de negócios
(Foto: Fernanda Carvalho/ Fotos Públicas)

O dólar intensificou a queda frente ao real nos últimos minutos da sessão desta segunda-feira, 10, antecipando um possível resultado favorável à PEC do Teto de Gastos no Plenário da Câmara. No mercado à vista, o dólar fechou em baixa pelo segundo dia consecutivo, com queda de 0,51%, aos R$ 3,2003. Na mínima, a divisa chegou aos R$ 3,2001. De acordo com dados registrados na clearing da BM&F Bovespa, o volume de negócios somou apenas US$ 146,734 milhões.

Já no segmento futuro, o contrato de dólar para novembro perdeu 0,57%, aos R$ 3,2225, com giro de US$ 8,623 bilhões. No menor valor do dia, o dólar para novembro atingiu R$ 3,2175.

Ao longo do dia, prevaleceu a expectativa de que a medida que limita gastos do governo será aprovada com folga na Câmara, o que, se concretizado, deve indicar a capacidade do governo em articular-se em torno do ajuste fiscal. No entanto, os agentes financeiros preferiram esperar até o final do pregão para ajustar suas carteiras a essa perspectiva, de modo a evitar qualquer surpresa negativa no fronte político. Para aprovar o teto de gastos em primeiro turno na Câmara, o governo precisa de 308 votos no Plenário.

A tramitação da PEC 241 no Congresso foi o principal catalisador do mercado num dia de baixo volume de negócios - por causa de feriado nos EUA - e agenda econômica esvaziada no Brasil e no exterior, o que pode ter acentuado as variações no câmbio. Lá fora, contribuíram para a queda do dólar os avanços dos contratos futuros de petróleo, apoiados pelos comentários otimistas de autoridades da Rússia, Venezuela e Arábia Saudita sobre a possibilidade de um congelamento da produção da matéria-prima.

Na disputa presidencial dos Estados Unidos, a avaliação de derrota do candidato republicano, Donald Trump, em debate contra a democrata Hillary Clinton também alimentou o apetite por ativos de risco. Maior evidência disso foi a queda de cerca de 2% do dólar frente ao peso mexicano.