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Dólar corrige 'efeito Maranhão' e fecha em queda de 1,60%

O dólar manteve-se em baixa ante o real durante toda esta terça-feira, 10, e fechou em queda de 1,60%, cotado a R$ 3,4686 no mercado à vista. Passado o ruído de ontem com a possibilidade de anulação do processo de impeachment de Dilma Rousseff na Câmara, investidores se apegaram à percepção de que a presidente está perto de ser afastada.

A cotação máxima do dia, de R$ 3,5060 (-0,54%), foi registrada no mercado à vista na abertura, às 9h04. Naquele momento, investidores já vendiam moeda no mercado futuro - o mais líquido - em função do impeachment. O fato de a anulação das sessões do processo na Câmara, anunciada ontem pelo presidente interino da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), ter vindo abaixo era citado como principal motivo para o movimento.

No exterior, o avanço firme do petróleo em Londres e em Nova York forneceu suporte para as moedas de exportadores de commodities em vários momentos, em detrimento do dólar. Só que o sinal da moeda americana no exterior, durante a tarde, era misto: o dólar cedia ante o dólar australiano e o peso mexicano, por exemplo, mas subia ante o dólar neozelandês e peso chileno. Isso deixava claro que era a política brasileira o principal fator para o recuo do dólar ante o real.

Sem motivos (nem ruídos) para comprar dólares, os investidores seguiram na venda durante a tarde, inclusive renovando mínimas quando a moeda americana à vista já oscilava abaixo dos R$ 3,50. A mínima do dia foi de R$ 3,4635 (-1,74%), às 16h45. Depois, o dólar encerrou perto desse patamar, aos R$ 3,4686. Como vem ocorrendo nos últimos dias, o Banco Central apenas observou os negócios e não promoveu nenhum leilão de swap cambial reverso.