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Dólar fecha perto da estabilidade com incertezas no exterior

O dólar fechou perto da estabilidade ante o real nesta segunda-feira, 26, em meio ao ambiente externo de incertezas. No segmento à vista, o dólar negociado no balcão fechou em alta de 0,02%, aos R$ 3,2431. Na mínima, a divisa chegou aos R$ 3,2242 (-0,56%), enquanto a máxima foi de R$ 3,2529 (+0,33%). De acordo com dados registrados na clearing da BM&F Bovespa, o volume de negócios somou US$ 1,130 bilhão. No mercado futuro, o contrato para outubro encerrou em queda de 0,17%, aos R$ 3,2445. A mínima foi de R$ 3,2285 (-0,66%), enquanto a máxima tocou R$ 3,2590 (+0,28%), com giro de US$ 11,761 bilhões.

A divisa norte-americana permaneceu em queda durante grande parte do período vespertino, por causa dos avanços de mais de 3% nos preços de petróleo. Na mínima, a moeda chegou a zerar temporariamente os ganhos acumulados ao longo do mês no mercado à vista. A partir daí, o câmbio atraiu montagem de posições compradas de curto prazo de olho na formação da última taxa Ptax do mês, levando o dólar ao terreno positivo. O movimento de alta foi reforçado pela cautela antes do primeiro debate entre candidatos à presidência dos Estados Unidos, hoje à noite.

O evento desta noite oferece a primeira oportunidade para ver o confronto direto entre a democrata Hillary Clinton e o republicano Donald Trump. Especialistas alertam que caso Trump se saia melhor nesta segunda-feira o mercado pode reagir amanhã com alguma aversão ao risco.

Dentre as dúvidas lá fora, estão ainda as conversas sobre um possível congelamento da produção de petróleo. Os agentes financeiros aguaram mais clareza após a reunião informal entre os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) na quarta-feira. Apesar das incertezas, o ganho do petróleo hoje foi induzido por uma recuperação, após fortes perdas recentes, o que ajudou moedas de países emergentes e ligadas a commodities.

O câmbio também contou, na avaliação de operadores, com montagem de posições compradas de curto prazo no mercado futuro, o que abriu caminho para o avanço da divisa norte-americana. Esse movimento já levou em consideração a proximidade do fim de setembro e a consequente formação da última taxa Ptax de mês, que serve de referência para importadores, exportadores e balanços corporativos, por exemplo.