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Dólar interrompe quedas e fecha estável, em R$ 3,1696

Depois de ter caído 2,24% na semana passada, o dólar fechou estável nesta segunda-feira, 8, cotado a R$ 3,1696 no mercado à vista. Pela manhã, um movimento de realização dos lucros recentes levou a cotação à máxima de R$ 3,1893 (+0,63%). Por outro lado, o fluxo positivo, a alta do petróleo e o sentimento otimista com os dados de emprego nos Estados Unidos divulgados na semana passada contribuíram para absorver a pressão de alta. Na mínima, a cotação foi aos R$ 3,1595 (-0,32%).

"O dólar acompanhou um pouco o exterior, que passou por cima dos dados fracos da China. Por aqui, a moeda tentou uma recuperação, que não se sustentou, já que vem de uma queda significativa nos últimos dias", disse João Paulo de Gracia Corrêa, superintendente regional de câmbio da SLW Corretora. Segundo ele, o mercado também operou "na retranca" no que diz respeito ao cenário político, monitorando de perto o noticiário.

Segundo Corrêa e outros profissionais ouvidos pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, o mercado não chegou a precificar as notícias do fim de semana sobre delações de executivos da Odebrecht envolvendo o presidente em exercício, Michel Temer, e o ministro das Relações Exteriores, José Serra, no âmbito da Operação Lava Jato. Apesar da cautela, os investidores optaram por apenas monitorar os desdobramentos do caso.

À tarde, o líder da oposição no Senado, Lindbergh Farias (PT-RJ), afirmou que o PT vai pedir ao Supremo Tribunal Federal que adie a votação de amanhã da sentença da pronúncia da presidente afastada, Dilma Rousseff, após a divulgação da reportagem da revista Veja. O argumento do petista é que, se Temer for efetivado na Presidência, ele não poderá ser investigado pela Lava Jato.

A fala de Lindbergh repercutiu fortemente nas mesas de negociação, mas também não teve reflexo nas cotações. Os agentes do mercado também acompanharam a entrevista do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que falou sobre a renegociação das dívidas dos Estados e as mudanças na Lei de Responsabilidade Fiscal.

Meirelles refutou acusações de que o governo federal teria recuado nas negociações do Projeto de Lei Complementar (PLP) 257, que trata do acordo da dívida dos Estados. "Não houve retirada nem enfraquecimento das contrapartidas", afirmou.