24°
Máx
17°
Min

Dólar opera em alta, após atingir menor patamar em sete meses e meio

Após fechar abaixo de R$ 3,50 na segunda-feira, 11, no menor patamar desde 21 de agosto, o dólar opera em alta na abertura do mercado nesta terça-feira, 12. Para conter a volatilidade da moeda, o Banco Central (BC) anunciou a realização de leilão de até US$ 2 bilhões em swap reverso. Às 9h40, o dólar à vista subia 0,50%, aos R$ 3,5153. O contrato para maio, na BM&FBovespa, apontava alta de 0,66%, em R$ 3,5340.

Por trás do movimento de ajuste, o mercado continua atento ao noticiário político. Na segunda, o parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO) foi aprovado por 38 votos a 27 (58,5% dos votos a favor e 41,5% dos votos contra).

Na Câmara, a oposição depende de 342 votos para dar andamento ao processo do impeachment. Até a segunda à noite, o Placar do Impeachment do Grupo Estado apontava 299 votos a favor e 123 contrários. Há ainda 48 indecisos e 43 parlamentares não responderam.

A reação do mercado à votação na comissão especial de impeachment alimentou discussões sobre o otimismo do mercado na terça-feira. O economista para o Brasil do banco espanhol BBVA, Enestor dos Santos, destacou que, "os problemas econômicos do Brasil não se revolveriam automaticamente com um governo Temer", em referência ao vice Michel Temer, que assumiria a presidência diante de um eventual impeachment de Dilma Rousseff.

Diante do otimismo, a analista do banco Nordea, Lisa Alexandersson, também fez ressalvas. "Continuamos avaliando que o impeachment seria positivo no curto prazo para o real, mas imaginamos que a maioria parte disso já foi precificada", diz. "O recente fortalecimento do real veio em um ritmo muito rápido e nós estamos preocupados se os mercados estão notando as enormes dificuldades enfrentadas por um novo governo."

No noticiário econômico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou pela manhã que as vendas do comércio varejista subiram 1,2% em fevereiro ante janeiro, na série com ajuste sazonal. O resultado veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que esperavam desde uma queda de 1,50% a um crescimento de 1,30%.

Mais cedo, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgou que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) na cidade de São Paulo apresentou alta de 0,94% na primeira quadrissemana de abril, uma leve desaceleração frente à leitura de março (+0,97%).