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Dólar passa por correção e fecha em alta de 0,29%, aos R$ 3,1385

Em uma sessão de negócios reduzidos, o dólar à vista fechou cotado a R$ 3,1385 nesta quinta-feira, 11, com alta de 0,29%. A alta da moeda americana refletiu em grande medida a decisão do Banco Central de elevar em 50% a oferta de contratos de swap cambial, operação equivalente à compra de dólares no mercado futuro.

A medida não chegou a causar sobressaltos no mercado de câmbio, mas acabou por deflagrar um já esperado movimento de correção nos preços da moeda. Até quarta-feira, 10, a divisa contabilizava desvalorização de 4,28% em sete sessões.

O dólar à vista já abiu em alta, aos R$ 3,1465 (+0,54%) e em poucos minutos atingiu a máxima do dia, de R$ 3,1543 (+0,79%). A desaceleração veio logo após a primeira hora de negociação e a cotação chegou a flertar com a estabilidade após as 10h20. Na mínima, chegou a R$ 3,1293 (-0,01%), às 11h46. O Banco Central vendeu todo o lote de swaps reversos, o correspondente a US$ 750 milhões, entre 9h30 e 9h50.

O cenário externo teve influência diversa, com bolsas americanas e europeias em alta, em meio a balanços positivos. O petróleo enfrentou volatilidade mas se consolidou em alta expressiva no final da manhã, após o ministro de Energia da Arábia Saudita sinalizar que a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em setembro poderá incluir uma ação para levar a uma recuperação dos preços. A alta da commodity enfraqueceu o dólar frente a algumas das moedas de países emergentes e limitou uma valorização mais pronunciada no Brasil.

O cenário político interno teve pouca influência nos negócios, mas o mercado manteve o tom positivo no que diz respeito ao avanço do processo de impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff. A aprovação do projeto de renegociação das dívidas dos Estados na Câmara, sem o veto ao reajuste dos servidores, defendido pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, foi mais uma vez relativizada.

Em meio à elevada liquidez internacional e à expectativa em torno do ajuste fiscal brasileiro, o mercado continua a discutir se a cotação do dólar tem espaço para chegar aos R$ 3,00.