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Dólar segue influência externa e fecha em baixa de 0,30%, aos R$ 3,2595

O dólar operou em baixa frente ao real durante praticamente toda esta terça-feira, 2, alinhado à tendência majoritária de enfraquecimento da moeda americana no mercado internacional. Com o noticiário mais relevante concentrado no período da manhã, os negócios da tarde seguiram tranquilos, mas com liquidez reduzida e um leve movimento de recomposição de posições. Depois de ter caído até os R$ 3,2383 (-0,95%), a divisa negociada no mercado à vista mostrou alguma recuperação e fechou aos R$ 3,2595, em baixa de 0,30%.

A manhã foi marcada por uma grande quantidade de notícias e indicadores econômicos com potencial para influenciar os negócios, além da volatilidade apresentada pelos preços do petróleo. As primeiras pressões de baixa sobre a moeda americana no exterior vieram com a valorização do iene, após o governo do Japão anunciar um pacote de estímulos fiscais no valor de 28 trilhões de ienes (US$ 274 bilhões), na tentativa de aquecer o mercado local. As medidas anunciadas, em suas condições e prazos, no entanto, frustraram as expectativas.

As mínimas do dia foram alcançadas depois do resultado do índice de preços do PCE, nos Estados Unidos, que subiu 0,1% em junho ante maio e 0,9% na comparação anual. O dado, acompanhado de perto pelo Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) em sua análises para a política monetária, mostrou que a inflação ainda está longe da meta de 2%, o que em tese seria um impeditivo para a elevação de juros no país. A notícia reforçou a desvalorização da moeda americana frente a divisas de países emergentes e de economias desenvolvidas.

Segundo profissionais do mercado, o dólar teria recuado mais pela manhã, não fosse o leilão de 10 mil contratos de swap cambial realizado pelo Banco Central, equivalente a US$ 500 milhões. A operação equivale à compra de moeda estrangeira no mercado futuro. No cenário doméstico, foi bem recebido o resultado da produção industrial brasileira, que ganhou fôlego em junho, com alta de 1,1% frente a maio. Com as revisões promovidas pelo IBGE, agora trata-se do quarto ganho mensal consecutivo. Na comparação anual ainda houve queda, de 6%, mas o ritmo foi o menor em 13 meses.