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Dólar segue influência externa e fecha em baixa de 0,62%, a R$ 3,6132

O recuo do dólar no exterior e o fato de o Banco Central, numa operação com swaps reversos, ter vendido apenas uma parcela dos contratos oferecidos fizeram nesta quarta-feira, 30, o dólar recuar ante o real. A política também continuou permeando os negócios, sendo que algumas notícias mostraram a reação do governo à saída do PMDB da base aliada. Mas o viés negativo prevaleceu para a moeda americana. O dólar à vista fechou em baixa de 0,62%, aos R$ 3,6132.

Os extremos nas cotações foram vistos ainda na primeira hora de negócios. Às 9h16, quando o mercado ainda aguardava o leilão de swap reverso (equivalente à compra de dólares no mercado futuro) do BC, o dólar à vista foi cotado na máxima de R$ 3,6474 (+0,33%). Após o leilão, a instituição informou a colocação de apenas 3.000 contratos (US$ 148,3 milhões ou 15%) dos 20.000 contratos oferecidos. O relativo fracasso da operação - já que ontem o BC havia vendido quase 98% da oferta, também de 20.000 contratos - fez o dólar virar para o negativo e marcar às 9h52 a mínima de R$ 3,5995 (-1,00%).

Lá fora, o fato de o petróleo estar apresentando ganhos firmes e os comentários de ontem da presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Janet Yellen, considerados suaves, justificavam o recuo do dólar ante divisas de exportadores e emergentes.

Aliado a estes dois fatores - a operação do BC e o exterior -, a cena política brasileira continuou a ser citada. Durante a tarde, as cotações do dólar oscilaram ora para um lado, ora para outro, em meio ao noticiário de Brasília. Porém, prevaleceu o viés negativo.