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Dólar sobe a R$ 3,20 com pressão vinda do exterior

O dólar rompeu o nível de R$ 3,20 no fechamento do mercado à vista, sustentado pela pressão de alta vinda do exterior e demanda oportunística de agentes locais. No segmento à vista, o dólar fechou em alta de 0,61%, aos R$ 3,2027, limitando a perda na semana a 0,43%. De acordo com dados registrados no clearing da BM&F Bovespa, o volume de negócios somou US$ 1,947 bilhão. Já no mercado futuro, o contrato de dólar para novembro subiu 0,67%, aos R$ 3,2150, com giro US$ 15,736 bilhões.

O movimento foi alimentado pela percepção de que os Estados Unidos caminham para um aperto monetário até o fim do ano, resultando no enfraquecimento das principais moedas de economias emergentes. Por aqui, o câmbio contou ainda com atuação de agentes financeiros, como importadores, que consideram baixo o atual valor do dólar.

Pela manhã, o mercado de câmbio viveu momento bem diferente, com queda do dólar frente ao real. O motivo foi o bom humor com os dados de inflação no setor industrial e ao consumidor da China. Os indicadores, que avançaram mais que o esperado em setembro, ajudaram a amenizar os temores sobre uma desaceleração abrupta da segunda maior economia do mundo.

Mais cedo, também foi conhecida a nova política de preços da Petrobras. De acordo com especialistas, o anúncio desta sexta mostra regras mais claras para a estatal e pode tornar a empresa mais atrativa na busca por parceiros. Com isso, o interesse de estrangeiros por ativos nacionais também podem aumentar, principalmente diante dos avanços vistos ao longo da semana com o ajuste fiscal.

Nos últimos dias, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que impõe um teto para o crescimento dos gastos públicos federais, foi aprovada em primeiro turno na Câmara por 366 votos, frente aos 308 necessários para sua tramitação.