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Dólar volta a subir com cenário externo e correção após 6 sessões de queda

O dólar encerrou o ciclo recente de queda e voltou a subir nesta quinta-feira, 9, mas permaneceu abaixo de R$ 3,40. O câmbio foi alvo de um movimento de correção, após seis baixas acumuladas em 6,71%. Os profissionais do mercado aguardam novidades sobre a futura atuação do Banco Central sob o comando de seu novo presidente, Ilan Goldfajn.

O ajuste ante o real acompanhou ainda a alta do dólar observada lá fora frente a divisas emergentes e ligadas a commodities. O Dollar Index, que inclui uma cesta de moedas principais, também avançava 0,53%, às 17h29. O movimento, que se intensificou durante a tarde, foi sustentado pela cautela despertada no exterior com a queda do petróleo e enfraquecimento da inflação na China.

No mercado à vista, o dólar no balcão encerrou o dia em alta de 0,84%, a R$ 3,3971, depois de tocar a máxima intraday de R$ 3,4044 (+1,05%). Pela manhã, chegou a cair até R$ 3,3628 (-0,18%). O giro registrado na clearing de câmbio da BM&FBovespa foi de US$ 1,332 bilhão. No mercado futuro, o dólar para julho encerrou em alta de 1,11%, a R$ 3,4235. O volume negociado ficou em torno de US$ 13,109 bilhões.

Outro ponto de alerta veio com a possível saída do Reino Unido da União Europeia (UE). Para o megainvestidor George Soros, o processo conhecido como "Brexit" levaria a UE a entrar em colapso, o que também teve efeito negativo nas bolsas internacionais.

O diretor da Correparti, Jefferson Rugik, disse que o dólar abriu em alta, em linha com o viés positivo no exterior dada a cautela com a China, mas passou a cair em seguida, reagindo a ingressos de fluxo financeiro de captações corporativas no mercado à vista. Nesta semana, foram fechadas três captações privadas no total de US$ 2,1 bilhões, por Vale, Cosan e Eldorado. Depois que as entradas de recursos cessaram, a moeda retomou a alta em linha com o exterior, completou.