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Dona da TAM e da LAN registra prejuízo de US$ 16,3 mi no 4º trimestre de 2015

O grupo LATAM Airlines, dona da TAM e da LAN, registrou um prejuízo líquido de US$ 16,3 milhões no quarto trimestre de 2015, revertendo assim o lucro de US$ 98,3 milhões registrado em igual intervalo do ano passado.

O resultado, segundo fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) inclui uma despesa não-recorrente de US$ 71 milhões de custos com devolução de aeronaves, "relacionados principalmente à desativação gradual da frota de aeronaves Airbus A330, que deve ocorrer ao longo de 2016", informou o grupo. Além da desativação da frota, a Latam menciona uma perda cambial de US$ 57,1 milhões, referente à desvalorização do peso argentino e do bolivar venezuelano.

O lucro operacional da LATAM, de outubro a dezembro de 2015, foi de US$ 149,2 milhões, uma queda de 44,1% na comparação com 2014. A margem operacional ficou em 6,2% no trimestre, de 8,6% anteriormente.

O Ebitdar (lucro antes de juros, impostos, amortização, depreciação e custos de reestruturação) da Latam somou US$ 511,973 milhões, recuo de 20,3% na comparação com o ano anterior. A margem Ebitdar passou de 20,7% para 21,3%.

Já o Ebitda atingiu US$ 377,973 milhões, um declínio de 26,5% ante o resultado do quarto trimestre de 2014. A margem Ebitda passou de 16,6% para 15,7%.

2015

No acumulado do ano de 2015, a LATAM registrou prejuízo líquido de US$ 219,184 milhões, um avanço de 99,6% na comparação com o prejuízo líquido de US$ 109,790 milhões no ano de 2014. O resultado não operacional inclui uma despesa líquida com variação cambial, sem efeito caixa, de US$ 467,9 milhões, refletindo principalmente a desvalorização de 49,0% do real no ano.

O resultado operacional de janeiro a dezembro do ano passado somou US$ 513,919 milhões, ficando praticamente estável na comparação com 2014. A margem operacional passou de 4,1% para 5,1%.

O Ebitdar recuou 2,6% na comparação anual, para US$ 1,973 bilhão, com margem Ebitdar passando de 16,2% em 2014 para 19,5% em 2015. O Ebitda atingiu US$ 1,448 bilhão, queda de 3,7%, e a margem Ebitda subiu de 12,1% para 14,3%.