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Draghi diz que BCE não discutiu QE, mas sinaliza estar aberto a novos estímulos

O presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, sinalizou hoje que a instituição está aberta à possibilidade de adotar novos estímulos na reunião de setembro. Ele deixou claro, no entanto, que o BCE precisa de mais tempo para avaliar o impacto do chamado Brexit, ou seja, a decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia.

No encontro de hoje, o BCE decidiu manter sua política monetária inalterada.

Durante coletiva de imprensa, Draghi disse que o BCE não discutiu especificamente a possibilidade de ampliar seu programa de relaxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês), que prevê compras mensais de ativos no valor de 80 bilhões de euros (US$ 88 bilhões) até pelo menos março de 2017.

Draghi ressaltou, porém, que o QE é flexível e que seu tamanho e duração já foram alterados em outras ocasiões. "Evidências do passado mostram nossa capacidade de adaptar programas", comentou.

Investidores temem que o BCE logo tenha dificuldades de encontrar ativos para comprar, uma vez que vários governos da zona do euro têm emitido bônus com juros abaixo do mínimo estipulado, que é de -0,4%.

Na avaliação de Draghi, o QE e o programa de TLTROs, por meio das quais o BCE oferece empréstimos de longo prazo aos bancos, têm sido bem-sucedidos.

Ainda segundo Draghi, o BCE não discutiu a possível retirada dos estímulos atuais.

Além do Brexit, Draghi também citou o recente golpe militar fracassado na Turquia. Para ele, a questão dos turcos não deverá ter impacto significativo na zona do euro no futuro imediato, mas poderá prejudicar a confiança.

Draghi também afirmou que seria muito importante o grupo dos 20 países mais industrializados (G-20) emitir uma mensagem de estabilidade, "diante das incertezas". Ministros de Finanças e presidentes dos bancos centrais do G-20 terão reunião na China neste fim de semana. Com informações da Dow Jones Newswires.