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Eldorado Brasil estuda possibilidade de abertura de capital em SP e em NY

A Eldorado Brasil está se preparando para fazer uma listagem dupla em uma possível oferta inicial de ações, na BM&FBovespa e em Nova York, disse o presidente da empresa, José Carlos Grubisich, ao Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado) na premiação Estadão Empresas Mais, realizada nesta quinta-feira, 29. A companhia, dependendo das condições do mercado local, pode optar, inclusive, por colocação somente no exterior. "A Bolsa de NY seria uma vitrine, já que 100% das receitas estão em dólares", afirmou.

O material para o IPO está em andamento internamente e a intenção é que ao final do primeiro trimestre de 2017 tudo esteja pronto. "Queremos estar preparados para, se houver janela, lançarmos a operação", disse, acrescentando que a Eldorado já está se preparando internamente para a emissão, com foco em governança corporativa.

Segundo o executivo, um IPO no Brasil miraria o Novo Mercado, segmento de mais altas exigências de governança corporativa da BM&FBovespa.

Grubisich informou ainda que no primeiro trimestre do ano que vem a companhia pretende realizar encontros com investidores, sem compromisso de emissão (no deal roadshow).

Ainda de acordo com o executivo, se não houver uma janela para IPO, outras possibilidades estão sendo avaliadas, inclusive uma nova captação de bônus. A empresa levantou US$ 350 milhões com bônus este ano, estreando no mercado de dívida. "Estamos em conversas também para operações de colocação privada, além de outras fontes, como agências de fomento", afirmou.

Os recursos do IPO ou dessas novas captações serão utilizados para investir no projeto Vanguarda 2.0, para produção de 2,5 milhões de toneladas de celulose com investimentos de R$ 10 bilhões e início das operações previsto a partir de 2019.

Investigação interna

De acordo com ele, a investigação interna conduzido pelo escritório Veirano e pela Ernest Young, para apurar as denúncias feitas no âmbito da operação Greenfield, faz parte desse processo de preparação, para mostrar aos investidores que a empresa não está envolvida nas acusações.