21°
Máx
17°
Min

Em 3ª alta consecutiva, Ibovespa sobe 1,47%

(FOTO: Hugo Arce / Fotos Públicas) - Em 3ª alta consecutiva, Ibovespa sobe 1,47%
(FOTO: Hugo Arce / Fotos Públicas)

O cenário internacional deu o tom dos negócios e a Bovespa fechou em alta de 1,47% nesta sexta-feira, 3, aos 50.619,49 pontos. Foi o terceiro pregão consecutivo de alta, acumulando ganhos de 4,43% em junho. O volume de negócios somou R$ 5,5 bilhões. O destaque do dia foi a criação de empregos bastante aquém do esperado nos Estados Unidos, que praticamente eliminou as apostas de que o Federal Reserve (Fed) vá elevar os juros no curto prazo, o que beneficiou os mercados emergentes de maneira geral.

A alta da bolsa foi puxada principalmente pelas ações dos setores de mineração e siderurgia. A alta de 3,3% dos preços do minério de ferro no mercado chinês impulsionou as ações do setor em todo o mundo e manteve os índices de metais em forte alta durante todo o dia. Com isso, as altas do Ibovespa foram lideradas por Vale ON (+8,63%), CSN ON (+7,78%) e Vale PNA (+7,68%).

Os ganhos foram reforçados após o Departamento do Trabalho dos EUA anunciar a criação de 38 mil empregos em maio. O dado foi o mais baixo desde 2010 e surpreendeu pelo contraste com a estimativa dos analistas, de criação de 156 mil novos postos. Com isso, diversos bancos americanos passaram a descartar as chances de o Fed elevar os juros em junho. Em alguns casos, até o mês de julho foi colocado em dúvida.

O dado provocou um imediato enfraquecimento do dólar, com a reversão das expectativa de migração de recursos de outros países para os Estados Unidos. Com isso, os ativos de países emergentes foram beneficiados. As ações do setor financeiro estiveram entre os destaques de alta. Banco do Brasil ON subiu 2,37%, Bradesco ON avançou 1,83% e Santander Unit ganhou 1,17%. As ações da Petrobras tiveram valorização de 1,03% (ON) e de 2,02% (PN), mesmo com a queda do petróleo no mercado internacional.

Entre as maiores quedas do Ibovespa estiveram principalmente ações de empresas exportadoras, devido à forte queda do dólar e seus reflexos na receita dessas companhias. Fibria ON (-7,01%), Suzano PNA (-5,94%), Embraer ON (-1,79%) e Marfrig ON (-1,45%) foram destaques de queda no dia.