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Em ata, BC projeta inflação de 6,75% para 2016; analistas na Focus estimam 7,21%

A ata reformulada da 200ª reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, divulgada nesta terça-feira, 26, informou que a projeção de inflação da instituição para 2016 está em 6,75% tanto no cenário de referência quanto no de mercado. "O cenário básico do Comitê contempla desinflação na economia brasileira nos próximos anos", trouxe o documento.

No Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de junho a previsão era de 6,9% no cenário de referência e de 7,0% no de mercado. No novo formato do comunicado do Copom, que se seguiu à decisão de manutenção da Selic em 14,25% ao ano, o colegiado deu detalhes sobre a taxa prevista para 2017, mas não havia mencionado a deste ano em nenhum momento.

A ata traz o detalhamento sobre a decisão da semana passada de manter, pela oitava vez consecutiva, a taxa básica de juros em 14,25% ao ano em decisão unânime. A meta é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e está em 4,5% para 2016, 2017 e 2018. Em 2017, a margem de tolerância será reduzida dos atuais 2 pontos porcentuais (pp) para cima ou para baixo para 1,5 pp - intervalo que se manterá em 2018.

No Relatório de Mercado Focus da última segunda-feira, 25, a mediana das estimativas dos analistas para o IPCA de 2016 estavam em 7,21%. No comunicado pós-Copom, o colegiado ressaltou que a inflação segue acima do esperado no curto prazo e que em um período prolongado com inflação alta e com expectativas acima da meta pode reforçar mecanismos inerciais. Isso retardaria, de acordo com a autoridade monetária, o processo de desinflação no País.

O mesmo documento, no entanto, salienta que os ajustes na economia, se ocorrerem de forma mais célere, podem permitir ganhos de confiança e reduzir as expectativas de inflação. "O nível de ociosidade na economia pode produzir desinflação mais rápida do que a refletida nas projeções do Copom", consideraram os membros do colegiado. Para eles, no entanto, o cenário básico e o atual balanço de riscos indicam não haver espaço para flexibilização da política monetária.

A ata desta terça-feira ressalta que o cenário de referência leva em conta uma taxa de câmbio de R$ 3,25 e Selic em 14,25% ao ano. No documento anterior, o BC trabalhava com a cotação do dólar em R$ 3,60. No RTI, estava em R$ 3,45. Já o cenário de mercado considera estimativas para câmbio e juros de analistas de mercado às vésperas do encontro da diretoria para definir o rumo da Selic.

2017

A ata do BC repetiu as expectativas para a inflação de 2017 que foram divulgadas na semana passada, após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a Selic em 14,25% ao ano. No cenário de referência está em torno de 4,5% e, no de mercado, próxima a 5,3%. Tanto a ata quanto o comunicado sofreram mudanças em seu formato nesta 200ª reunião do colegiado.

Com essas projeções, a ata salienta que, para 2017, a desinflação até a meta ocorre sob as hipóteses do cenário de referência. "Entretanto, no cenário de mercado, a desinflação ocorre em velocidade aquém da perseguida pelo Comitê", trouxe o documento.

No Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de junho, o BC informou que sua previsão para o IPCA de 2017 estava em 4,7% no cenário de referência e em 5,5% no de mercado. No Relatório de Mercado Focus de ontem, a mediana das previsões para o IPCA de 2017 caiu para 5,29%.

No comunicado pós-Copom, o colegiado ressaltou que a inflação segue acima do esperado no curto prazo e que, em um período prolongado com inflação alta e com expectativas acima da meta, pode reforçar mecanismos inerciais. Isso retardaria, de acordo com a autoridade monetária, o processo de desinflação no País.

O mesmo documento, no entanto, salienta que os ajustes na economia, se ocorrerem de forma mais célere, podem permitir ganhos de confiança e reduzir as expectativas de inflação. "O nível de ociosidade na economia pode produzir desinflação mais rápida do que a refletida nas projeções do Copom", consideraram os membros do colegiado no dia da decisão. Para eles, no entanto, o cenário básico e o atual balanço de riscos indicam não haver espaço para flexibilização da política monetária.