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Em Curitiba, ministro Marcos Pereira coloca desburocratização como prioridade para o setor produtivo

(Foto: Divulgação/Fiep) - Ministro coloca desburocratização como prioridade para setor produtivo
(Foto: Divulgação/Fiep)

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, afirmou nesta terça-feira (9), em Curitiba, que a redução da burocracia no Brasil é uma das prioridades de sua atuação no governo federal. Pereira foi um dos convidados no Fórum Visões – Grandes Líderes Olham o Brasil, da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep).

Durante o evento, Pereira disse ainda acreditar que após o desfecho do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o país terá mais condições de avançar na agenda das reformas estruturantes e nas negociações de acordos bilaterais para alavancar seu comércio internacional.

“A prioridade para o setor produtivo brasileiro como um todo, não só para a indústria, é a desburocratização”, declarou o ministro. Ele lembrou que no relatório Doing Business, do Banco Mundial, que mede a facilidade para se fazer negócios em 189 países, o Brasil ocupa apenas a 116ª colocação no quesito burocracia, atrás de países como Paraguai, Nicarágua e Nigéria.

Citou ainda outro dado alarmante: por ano, as empresas brasileiras gastam 2,6 mil horas para preencher todas as obrigações acessórias impostas pelas normas tributárias. “Isso eleva o Custo Brasil demasiadamente e tira a competitividade. É um absurdo e nós queremos, podemos e vamos avançar. E quando nós falamos que vamos avançar nesse tema, percebemos um certo conforto, um certo alívio do setor produtivo”, acrescentou.

Em relação às reformas que vêm sendo aventadas pelo governo do presidente interino Michel Temer, Marcos Pereira disse que não estão a cargo de seu ministério, mas que o MDIC está participando ativamente dos diálogos com outras pastas. “Todas elas estão sendo discutidas a quatro, a seis, a oito mãos para depois apresentarmos ao presidente o que a gente entende como um modelo de reforma ideal. Penso que isso deve ser apresentado ainda este ano para que a gente possa avançar no Congresso Nacional, de quem depende a aprovação da maioria delas”, explicou.

Para ele, é preciso chegar a um consenso entre diferentes atores para que sejam adotadas medidas efetivas que contribuam para a recuperação da economia. “Tenho defendido que empresários e trabalhadores precisam andar juntos, construir juntos uma solução de futuro, porque o melhor programa social é o emprego”, ressaltou.

Para Marcos Pereira, o cenário ideal para que tanto as reformas como outras medidas para retomada do crescimento avancem dependem da aprovação do impeachment. “Apesar de o governo interino ter trabalhado como se definitivo fosse, o ambiente de negócios, a possibilidade de investidores domésticos e sobretudo os internacionais voltarem ou começarem a investir vai acontecer com o afastamento em definitivo da presidente”, disse.

Isso, segundo ele, vale também para o avanço de negociações comerciais com outros países. “Estive no início de julho em Xangai (China), na reunião dos ministros de comércio do G20, e em todas as reuniões que fiz com representantes de outros países, sempre a pergunta era sobre a possibilidade de retorno ou não da presidente. E todos eles deixaram a continuidade das conversas para após a confirmação em definitivo. Isso, sobretudo com os investidores internacionais, causa um desconforto”, concluiu.

Colaboração: Assessoria de Imprensa da Fiep