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Em sessão de liquidez fraca, juros têm leve baixa, apesar de tombo do dólar

(Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil) - Em sessão de liquidez fraca, juros têm leve baixa, apesar de tombo do dólar
(Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O mercado de juros fez uma pausa nesta sexta-feira, 18, com as taxas tendo oscilado durante todo o dia ao redor dos ajustes anteriores, prevalecendo um viés de baixa na ponta longa. Em uma sessão com volume de contratos negociados aquém do registrado nos últimos dias, a disposição para abertura de novas posições vendidas também foi menor do que na véspera, apesar da forte baixa do dólar, que operava abaixo dos R$ 3,60 nesta tarde. O investidor continua refém do cenário político, sobretudo das informações relacionadas ao processo de impeachment da presidente Dilma.

O DI janeiro de 2017, destoando dos demais, encerrou em 13,760%, de 13,750% no ajuste de ontem. O DI janeiro de 2018 caiu de 13,54% para 13,45%. O DI janeiro de 2021 recuou para 14,01%, de 14,06% no ajuste anterior.

Na Câmara dos Deputados, a comissão que vai analisar o processo iniciou hoje os trabalhos. Com isso, a presidente Dilma tem agora um prazo de nove sessões em plenário para apresentar a sua defesa ao colegiado. O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB-MG), disse que o processo de impeachment será célere e estará em breve no Senado. "Em 40 dias, no máximo, estaremos pensando no Senado já se manifestando sobre o afastamento", disse.

O ex-ministro Moreira Franco, um dos políticos mais próximos do vice-presidente Michel Temer, afirmou hoje que a reunião do diretório nacional do PMDB marcada para o próximo dia 29 vai aprovar rompimento com o governo.

O mercado mantém um olho em Brasília e outro em São Paulo, onde nesta tarde vão ocorrer manifestações pró-Dilma e pró-Lula, na Avenida Paulista, mas o ex-presidente Lula ainda não confirmou sua presença. Quanto à posse de Lula como ministro da Casa Civil, o Tribunal Regional Federal da 2ª região derrubou a segunda liminar que impedia a posse, mas uma definição sobre tais ações está nas mãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes.