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Em um pregão sem viés único, Ibovespa fecha em alta de 0,56%

A Bovespa fechou em alta nesta terça-feira, 5, um dia de fraca agenda econômica no Brasil e de forte incerteza sobre o futuro do governo de Dilma Rousseff. O Ibovespa encerrou com um avanço de 0,56% aos 49.053,62 pontos, conduzido pelas blue chips e, especialmente, pela Petrobras. As ações da petroleira foram responsáveis por cerca de 13% do giro financeiro do dia, que finalizou em R$ 5,686 bilhões.

O cenário político causou reações ora positivas, ora negativas. Isso explica, ainda que em parte, o fato de o Ibovespa ter marcado uma alta de 1,74% na máxima e uma baixa de -1,29% na mínima. Um profissional de renda variável chegou a dizer que a pontuação máxima, marcada no início da tarde, tinha como "única explicação" uma questão técnica. "O fato de os estrangeiros estarem muito comprados (em 88.552 contratos) em Ibovespa futuro (que vence no dia 13 de abril)", afirmou.

Mas, segundo outros profissionais de renda variável, o ingresso de recursos externos na bolsa foi o que determinou o viés positivo no dia. O viés negativo foi registrado pela manhã, quando a fuga do risco e a queda do preço do petróleo favoreciam a desvalorização de ações em vários mercados.

No ranking das maiores altas do Ibovespa hoje, estão alguns dos papéis que sofreram as maiores quedas ontem, entre eles a Petrobras. A petroleira fechou em alta de 2,29% (ON), sendo que ontem havia caído 8,83%, e com um avanço de 3,30% (PN), depois de ter recuado 9,33% na segunda-feira.