22°
Máx
16°
Min

Empresas brasileiras emitiram R$ 7,6 bi em julho no mercado doméstico, diz Anbima

As emissões de valores mobiliários das companhias brasileiras no mercado doméstico em julho somaram R$ 7,574 bilhões, o que representou um aumento de 120% em relação ao observado um ano antes, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira, 8, pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Para a entidade, o aumento das emissões mês passado pode sinalizar "uma retomada no mercado de capitais".

O destaque em julho foram as emissões de debêntures, que alcançaram R$ 6,333 bilhões, volume 188,6% maior do que o visto em julho do ano passado. "Em julho, foram realizadas oito operações com o ativo, todas distribuídas com esforços restritos, com destaque para a captação da OSP Investimentos, de R$ 3,4 bilhões", destaca a Anbima.

A OSP Investimentos é a Odebrecht Serviços e Participações. Trata-se da operação em que a companhia ofereceu como garantia para a emissão a totalidade de suas ações na Braskem.

"O momento ainda é de cautela, como podemos observar pelo volume de operações, que ainda está abaixo do registrado no ano passado", afirma, em nota, José Eduardo Laloni, diretor da entidade. De janeiro a julho deste ano, foram 195 operações, queda de 31% em relação às 283 do mesmo período do ano passado.

Ainda segundo o levantamento da associação, os dados mostram que neste ano o setor de Transporte e Logística foi líder no volume de captações com debêntures, com R$ 8 bilhões, ou 33,1% do total emitido no ano, que já atingiu R$ 24,11 bilhões.

Ja as captações externas somaram US$ 5,4 bilhões em julho, sendo que no mesmo período do ano passado não foi registrada nenhuma emissão. No acumulado de janeiro a julho, as captações externas ficaram em US$ 16,5 bilhões, alta de 104,7% em relação ao registrado em 2015, visto que não houve emissões externas no segundo semestre do ano passado. Além do Tesouro Nacional, emitiram no exterior Petrobras, Marfrig, Suzano e Cosan.

Ações

A tabela da Anbima não contabiliza a oferta da Energisa, que foi um follow-on que movimentou R$ 1,5 bilhão, precificado no fim de julho. Para agosto, a CVC também anunciou seu follow-on, mas este com esforços restritos, que deve movimentar mais de R$ 1 bilhão.