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Empresas médias brasileiras buscam oportunidades nos EUA

Dono de uma trading de alimentos que exporta açaí para os EUA, Ivaldo Bastos decidiu colocar um pé no mercado local e investir em uma fábrica de pão de queijo, pão francês e salgadinhos típicos do Brasil. O empresário ainda não definiu onde a linha de produção será instalada e na segunda-feira, 20, buscava informações sobre incentivos concedidos pelos Estados na SelectUSA, um megaevento organizado pelo governo americano para atrair investimentos estrangeiros ao país.

Com 45 integrantes de poucos mais de 20 empresas, a delegação brasileira é a sétima maior da edição atual da conferência, criada há três anos. Como Bastos, quase todos representam empresas médias, que pretendem realizar investimento inicial de US$ 1 milhão a US$ 2 milhões, visto como o primeiro passo para a expansão na maior economia do mundo.

Além de entrar no mercado dos EUA, a empresa de tecnologia Duosystem pretende transformar o país em um polo de venda de serviços para países da América Latina, disse seu diretor Guilherme Alencar. Segundo ele, os Estados Unidos têm a vantagem de oferecer um ambiente regulatório seguro, elevado grau de proteção de propriedade intelectual e câmbio estável.

Com sede em Leme, no interior de São Paulo, a Orbi Chemical pretende usar a inovação para conquistar uma fatia do mercado americano. Seu gerente de Comércio Internacional, Leandro França, disse que a empresa é a única fabricante mundial de lubrificantes à base de óleo de soja -as demais usam petróleo.

A Orbi ainda na fase de estudos e de adaptação dos produtos às exigências regulatórias do país. O objetivo é iniciar o investimento de US$ 1,5 milhão em 2017 e começar a produzir dentro de três anos. De acordo com França, a expansão internacional é uma questão de sobrevivência. "Os nossos concorrentes são grandes multinacionais e precisamos expandir nossa atuação para nos mantermos competitivos."

Fabricante de materiais de plástico para aviões, a Plasmatec se prepara para investir em uma fábrica na Flórida para atender seu maior cliente, a Embraer.

O próprio Obama se encarregou na segunda de apresentar os atrativos do país para investimentos estrangeiros. "Se você for escolher um lugar para começar a construir o próximo grande negócio ou serviço, você deve escolher os EUA", disse em discurso a empresários de todo o mundo reunidos em Washington para o evento.

Segundo Obama, participantes das três edições anteriores da SelectUSA investiram US$ 10 bilhões em 35 Estados americanos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.