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Empréstimos inadimplentes de bancos da Itália são legado da recessão, diz BC

O problema dos empréstimos inadimplentes nos bancos italianos atingiu um ponto de inflexão, afirmou nesta terça-feira o presidente do Banco Central da Itália, Ignazio Visco. Segundo ele, uma melhora nesse cenário ocorrerá por causa da recuperação econômica, ainda que moderada, que o país tem registrado desde o ano passado.

"Os empréstimos inadimplentes são em grande medida o legado de uma longa e profunda recessão", afirmou Visco durante discurso em Roma. Segundo ele, o problema dos empréstimos inadimplentes já diminuiu no ano passado, na comparação com 2014. Visco acrescentou que o processo de "normalização" tem continuado.

Os empréstimos inadimplentes têm continuado a crescer nos últimos anos, tornando-se o maior problema do sistema bancário italiano. Os empréstimos nos quais o devedor é considerado insolvente estão em quase 90 bilhões de euros no país. Há também casos de devedores com dificuldades temporárias.

A persistência do problema lança dúvidas sobre o setor, o que levou investidores a desistir de ações de bancos italianos desde o início deste ano. Os bancos italianos registram queda de cerca de um terço em suas ações desde o início de janeiro, enquanto os bancos europeus em geral recuaram cerca de 15%.

Visco disse que o peso trazido pelos empréstimos inadimplentes é "considerável", mas o quadro é em grande medida sustentado pelo colateral, cujo montante tem sido cuidadosamente verificado pelos reguladores. "No geral, os temores sobre a qualidade dos ativos dos bancos italianos devem ser vistos com seriedade, mas sem superestimar a extensão do problema", afirmou Visco. Fonte: Dow Jones Newswires.