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Energia elétrica recua 2,87% e gera principal ajuda para desaceleração do IPCA-15

A conta de energia elétrica ficou 2,87% mais barata ao consumidor em março, dentro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O item deu a principal contribuição para a desaceleração da inflação do mês, o equivalente a -0,11 ponto porcentual para a taxa de 0,43% do IPCA-15.

Segundo o IBGE, o movimento foi resultado da redução na cobrança extra da bandeira tarifária, que, desde 1º de março, passou dos R$ 3,00 da bandeira vermelha para R$ 1,50 da bandeira amarela, por cada 100 quilowatts-hora consumidos.

Todas as regiões pesquisadas registraram diminuição na tarifa de energia no mês. A queda mais acentuada na conta de luz foi em Salvador: -5,85%.

Além do impacto da bandeira, algumas regiões tiveram também queda no valor das alíquotas do PIS/Cofins.

Alimentação

O ritmo de aumento nos preços de alimentos e bebidas desacelerou de 1,92% em fevereiro para 0,77% em março.

Apesar do freio, os alimentos ainda foram responsáveis por 46% do índice do mês, com um impacto de 0,20 ponto porcentual para a taxa de 0,43% do IPCA-15.

De acordo com o IBGE, vários produtos ficaram mais baratos ao consumidor, como o tomate (-19,21%) e a batata-inglesa (-4,61%). No entanto, houve aumentos em itens como a cenoura (24,08%), as frutas (6,11%) e a farinha de mandioca (5,94%).

Combustíveis

Os preços dos combustíveis aumentaram 1,23% em março, maior impacto individual sobre o IPCA-15 do mês. O impacto foi de 0,07 ponto porcentual para a taxa de 0,43% do IPCA-15.

O litro da gasolina ficou 0,82% mais caro. A região metropolitana de Salvador registrou o maior aumento: 5,45%.

Já o litro do etanol subiu 3,20%, com elevação mais expressiva também em Salvador (9,27%).

A tarifa de ônibus urbano aumentou 0,76% no mês. Goiânia teve avanço de 8,19% no ônibus urbano devido ao reajuste de 12,10% ocorrido em 6 de fevereiro; Curitiba registrou elevação de 7,95% atribuída ao reajuste geral de 12,00% em vigor desde 1º de fevereiro, além de aumento de 66,67% aos domingos; e o Recife registrou alta de 1,56%, refletindo um resíduo do reajuste de 14,28% de 19 de janeiro.

Na direção oposta, as passagens aéreas ficaram 10,79% mais baratas no IPCA-15 de março.

Os gastos das famílias com transportes desaceleraram a alta de 1,65% em fevereiro para 0,45% em março.

Deflação

Sete entre nove grupos registraram taxas menores na passagem de fevereiro para março, dentro do IPCA-15. Os grupos Habitação e Comunicação chegaram a apresentar deflação. A taxa de variação de Habitação saiu de 0,40% em fevereiro para -0,52% em março. Em comunicação, o resultado saiu de 0,91% para -0,51% no período.

As demais desacelerações, além de Alimentação e Bebidas, foram vistas em Transportes (de 1,65% para 0,45%); Saúde e Cuidados pessoais (de 1,04% para 0,70%); Despesas Pessoais (de 0,93% para 0,70%); e Educação (de 5,91% para 0,67%), por conta do esgotamento de boa parte do impacto do reajuste das mensalidades escolares.

Apenas Artigos de Residência (de 0,86% para 0,88%) e Vestuário (de 0,14% para 0,44%) apresentaram aceleração nas taxas de crescimento em relação ao mês anterior.