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Energia eólica ganha força na matriz elétrica, diz especialista no Fórum Estadão

O setor de energia é, dentre as áreas de infraestrutura, o que está melhor regulado no País. Mas apesar de ser um setor bastante atrativo, ainda há muitos desafios, sobretudo no conceito de energia renovável complementar.

A avaliação foi feita na manhã desta quarta-feira, 2, por Elbia Gannoum, presidente Executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), que falou sobre o tema energia eólica e segurança na oferta de energia, no Fórum Estadão que ocorre em São Paulo.

Elbia disse que a maior fonte de energia utilizada no País é proveniente de hidrelétricas. E citou que em razão da tecnologia e inovação, apesar dos desafios, a energia eólica vem ganhando destaque na matriz elétrica. "O Brasil possui o melhor vento do mundo para a produção de energia eólica e se destaca como grande investidor nesse setor", destacou a presidente executiva da ABEEólica.

Em 2014, o Brasil passou para o top 10 entre os países em capacidade instalada e no ano passado a utilização dessa fonte de energia na matriz brasileira foi de 5,5%. Assim, o Brasil foi o quarto país que mais investiu em fontes eólicas e o que mais cresceu em termos porcentuais.

E também em 2015, pelo segundo ano consecutivo, o País foi a segunda nação mais atrativa em fontes eólicas, logo atrás da China, segundo estudo do Banco Mundial. Um dos atrativos é justamente o aparato regulatório, informou Elbia Gannoum.

Segundo ela, o Brasil é pioneiro na contratação de leilões neste setor. E em termos de geração do setor, o País já está perto de uma usina de Belo Monte. "Pelas avaliações do mercado, em 2020 já seremos a segunda fonte de energia da matriz elétrica nacional", exemplificou.

O Fórum Estadão que ocorre nesta quarta-feira discute "Inovação para o Crescimento" com a participação de diversos especialistas. O encontro será encerrado pelo ministro das Cidades, Gilberto Kassab. Os debatedores discutem questões de infraestrutura ligadas à mobilidade, tecnologia de informação, indústria do futuro e urbanização.