24°
Máx
17°
Min

Entradas de dólar superem saída em US$ 30 milhões no ano até 12/02

O fluxo cambial do ano até o dia 12 de fevereiro ficou no azul em US$ 30 milhões, conforme divulgou nesta quarta-feira, 17, Banco Central. Em igual período do ano passado, as entradas superaram os envios em US$ 4,108 bilhões. No início de 2015, os investidores estavam animados com a nova composição da equipe econômica, liderada pelo então ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

A retirada de dólares pelo canal financeiro no ano até essa data foi de US$ 3,783 bilhões no período. Esse resultado do ano é fruto de entradas no valor de US$ 40,947 bilhões e de envios no total de US$ 44,730 bilhões. Este segmento reúne os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outras operações.

Já no comércio exterior, o saldo acumulado ficou positivo em US$ 3,813 bilhões no ano até o dia 12 de fevereiro, com importações de US$ 13,534 bilhões e exportações de US$ 17,346 bilhões. Nas exportações, estão incluídos US$ 2,693 bilhões em Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC), US$ 5,799 bilhões em Pagamento Antecipado (PA) e US$ 8,854 bilhões em outras entradas.

Depois de registrar saídas líquidas de US$ 1,475 bilhão em janeiro, o fluxo cambial brasileiro teve US$ 1,445 bilhão de remessas maiores do que ingressos em fevereiro até o dia 12. O resultado líquido de dólares pelo canal financeiro na primeira metade do mês passado foi negativo em US$ 1,903 bilhão, fruto de entradas no valor de US$ 12,962 bilhões e de saídas no total de US$ 14,865 bilhões. Este segmento reúne os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outras operações.

Já no comércio exterior, o saldo ficou positivo em US$ 458 milhões no período, com importações de US$ 3,887 bilhões e exportações de US$ 4,346 bilhões. Nas exportações, estão incluídos US$ 680 milhões em Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC), US$ 1,625 bilhão em Pagamento Antecipado (PA) e US$ 2,041 bilhões em outras entradas.

Semana

O fluxo cambial da semana de carnaval (de 8 a 12 de fevereiro, com apenas três dias úteis) ficou negativo em US$ 423 milhões. O resultado líquido de dólares pelo canal financeiro na semana ficou no vermelho, em US$ 498 milhões. As entradas foram de US$ 4,163 bilhões e as saídas, de US$ 4,661 bilhões. Este segmento reúne os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outras operações.

Já no comércio exterior, o saldo ficou positivo em US$ 75 milhões no período, com importações de US$ 1,421 bilhão e exportações de US$ 1,496 bilhão. Nas exportações, estão incluídos US$ 212 milhões em Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC), US$ 419 milhões em Pagamento Antecipado (PA) e US$ 865 milhões em outras entradas.

Brasília, 17/02/2016 - Depois da perda de R$ 16,769 bilhões com operações de swap cambial em janeiro, o Banco Central registrou lucro de R$ 11,132 bilhões com esses leilões nos primeiros 12 dias deste mês pelo resultado caixa e de R$ 3,049 bilhões pelo competência. O resultado pelo critério de competência inclui ganhos e perdas ocorridos no mês, independentemente da data de liquidação financeira. A liquidação financeira desse resultado (caixa) ocorre no dia seguinte, em D+1.

Em contrapartida ao ganho, o BC obteve um prejuízo de rentabilidade com a administração das reservas internacionais de R$ 10,477 bilhões no início de fevereiro. Entram nesse cálculo ganhos e prejuízos com a correção cambial, a marcação a mercado e os juros. O resultado líquido das reservas, que é a rentabilidade menos o custo de captação, ficou negativo em R$ 12,854 bilhões no período. Com isso, para o BC, o resultado das operações cambiais ficou no vermelho em R$ 9,805 bilhões em fevereiro até o dia 12.

No acumulado do ano até o último dia 12, o BC registra prejuízo de R$ 5,638 bilhões com as operações de swap e lucro de R$ 43,802 bilhões com as reservas. O resultado líquido está positivo no período em R$ 26,086 bilhões e o das operações cambiais, em R$ 26,853 bilhões.

O BC sempre destaca que, tanto em relação às operações de swap cambial quanto à administração das reservas internacionais, a autarquia não visa ao lucro, mas fornecer hegde ao mercado em tempos de volatilidade e manter um colchão de liquidez para momentos de crise. (Célia Froufe - celia.froufe@estadao.com)