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Estados brasileiros precisam cortar gastos além de aumentar impostos, diz Fitch

Os Estados brasileiros precisam avançar no corte de gastos além de elevar impostos, afirma a agência de classificação de risco Fitch.

Em relatório publicado nesta quinta-feira, 16, a Fitch cita um recente relatório do Tesouro Nacional mostrando que o esforço para modernizar a estrutura de arrecadação de Estados e municípios brasileiros, aliada ao movimento de formalização dos negócios nos últimos anos, levou a um aumento da arrecadação.

"Esse aumento é importante para muitos Estados", diz a Fitch, notando que todas as cinco unidades da federação que avalia mantém margens de operação bastante pequenas ou até negativas, uma consequência, em parte, da alta dos gastos com pensões e com folha salarial.

"Os três maiores Estados "São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais) viram seu gasto médio com pessoal aumentar 14,7% entre 2010 e 2015. Esperamos que o aumento da cobrança de impostos do ano passado não irá compensar o aumento desses gastos este ano."

A agência de rating afirma que os Estados poderiam melhorar sua arrecadação reduzindo o volume de incentivos fiscais dados à empresas. "Acreditamos que esses incentivos custem o equivalente a 30% da arrecadação possível.

Mudanças na legislação tributária também seriam positivas", diz a Fitch, acrescentando que a combinação de recessão econômica e alto nível de impostos tornou a reforma uma prioridade política.