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Expectativa de nova meta de inflação cresce e juros futuros fecham em alta

Os juros futuros fecharam em alta ao longo de toda a estrutura a termo nesta quarta-feira, 29, apesar do tombo do dólar e do apetite ao risco que deu o tom aos ativos no mundo todo. Aumentou a percepção de que não há espaço para corte da Selic nos próximos meses, que já influenciava o mercado ontem após a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação (RTI) e a entrevista do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn. Isso porque o mercado acredita que o Conselho Monetário Nacional (CMN), que se reúne amanhã, pode reduzir a atual meta de inflação de 4,5% para 2016 e 2017 para 4% em 2018, o que, em tese, exigiria um tempo maior de manutenção da Selic em 14,25% ao ano.

Ao término da negociação regular da BM&FBovespa, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 encerrou na máxima de 13,885%, ante 13,840% no ajuste de ontem, com 167.735 contratos. O DI janeiro de 2018 (348.470 contratos) também terminou na máxima, a 12,82%, de 12,68%. O DI janeiro de 2019 (240.090 contratos) fechou em 12,40%, na máxima, de 12,22% ontem. O DI janeiro de 2021, com 195.840 contratos, subiu de 12,07% para 12,21%.

Também endossou a percepção de que um corte de juros pode ficar mais para o final do ano o fato de o IGP-M de junho, de 1,69%, ter ficado acima do esperado. As estimativas do mercado iam de 1,09% e 1,61%, com mediana de 1,49%. Na ponta longa, segundo fontes nas mesas de operação, o mercado teria sido influenciado por uma correção, pois a queda dessas taxas no final do pregão de ontem teria sido "exagerada". "Na última meia hora antes do call, ontem, as taxas longas foram para as mínimas e esse movimento excessivo foi corrigido", disse Matheus Gallina, trader de renda fixa da Quantitas Asset.