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Fábricas de móveis de Arapongas são certificadas com o Ecoselo

(Foto: Divulgação) - Fábricas de móveis de Arapongas são certificadas com o Ecoselo
(Foto: Divulgação)

Trinta e uma indústrias que fazem parte do Programa de Gestão Ambiental no Polo Moveleiro de Arapongas, no Norte do Paraná, receberam, na última segunda-feira, dia 28, o Ecoselo, certificado que reconhece o nível de responsabilidade das empresas com a gestão ambiental dos negócios. O selo possui três categorias – ouro, prata e bronze -, tem validade de um ano e poderá ser usado nas embalagens e materiais publicitários das fábricas. A iniciativa é do Centro Tecnológico de Efluentes e Resíduos (Cetec ONG), Sindicato da Indústria de Móveis de Arapongas (Sima), e Sebrae/PR, e tem o patrocínio da ARAUCO S/A.

O consultor do Sebrae/PR em Arapongas, Julio Cesar Rodrigues, destaca que a certificação representa um ganho de competitividade para as indústrias de móveis da região. “Elas se tornam referências em sustentabilidade”, afirmou. Além disso, são reconhecidas por fornecedores e clientes como empresas ambientalmente responsáveis e que possuem uma gestão diferenciada. Para obter o selo, precisam atingir no mínimo 70% de conformidade. A certificação avalia critérios relacionados aos cuidados com o meio ambiente, como documentação e licenciamento, resíduos, efluentes, emissões atmosféricas, ruído, saúde e segurança ocupacional, inflamáveis e recursos naturais.

O presidente do Cetec ONG, João Angelo Tudino, informou que as empresas participantes do programa recebem ajuda para interpretar e cumprir corretamente a legislação ambiental que, para leigos, é um tanto complexa. “Para as empresas de pequeno porte, principalmente, é mais difícil lidar com a documentação. Nosso papel é orientá-las e apontar melhorias na gestão dos resíduos”, lembrou. E, no final, quem sai ganhando é o meio ambiente, segundo Tudino. Ele é dono da Combinare, empresa que também foi reconhecida com a certificação.

Na avaliação do vice-presidente do Sima, Irineu Antonio Borrasca, o Programa Ecoselo, que existe desde 2008, contribuiu muito para a evolução das fábricas participantes. “Antes, pegávamos um palito de fósforo e incinerávamos todo o material que seria descartado. Hoje, tudo é reaproveitado”, comparou. Segundo Borrasca, hoje, alguns resíduos são reenviados para as indústrias, a madeira vai para uma usina, onde é transformada em briquete e revendida para caldeiras. “Os resíduos que já não podem mais serem reaproveitados são levados para aterros sanitários registrados”, acrescentou.

A KNR recebeu o Ecoselo pelo segundo ano consecutivo. Um dos sócios da empresa, Ronaldo Martins da Silvia, comemorou a melhoria na pontuação. A fábrica que, no ano passado, recebeu a certificação no nível bronze, em 2016 ganhou a prata. “Hoje, segregamos melhor os materiais, identificamos tudo o que será descartado, e os resíduos saem da fábrica com mais qualidade para serem reaproveitados”, avaliou. Segundo o empresário, os funcionários também ficaram mais conscientes com relação à responsabilidade ambiental. “Vamos continuar no programa e buscar o ouro no ano que vem”, afirmou.

(com assessoria de imprensa)